O Ibovespa fechou o pregão desta segunda-feira (26) em forte queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reação negativa do mercado levou ao acionamento do circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020. O mecanismo, que interrompe temporariamente as negociações da Bolsa em momentos de quedas acentuadas, suspendeu as operações por 30 minutos após o índice indicar recuo superior a 10% durante o leilão de abertura. Ao longo da manhã, o Ibovespa chegou a despencar mais de 17%, antes de reduzir parte das perdas até o fechamento. Diante da forte volatilidade, a B3 também ampliou os limites de oscilação diária de contratos futuros de índice e dólar e de ETFs de renda variável.
No cenário doméstico, a reação ao resultado eleitoral também foi marcada pela disparada do dólar e dos juros futuros. A PTAX fechou em alta de 9,19%, enquanto o dólar comercial chegou a superar R$ 5,60 durante a manhã. As preocupações com o equilíbrio das contas públicas ganharam destaque diante das incertezas sobre a política fiscal do novo mandato de Lula. Segundo o banco suíço UBS, a recuperação da confiança do mercado passa pela apresentação de medidas fiscais concretas.
Entre os bancos, o Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com queda de 29,33%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 21,70%; Itaú Unibanco (ITUB4), que caiu 13,66%; e Santander (SANB11), que perdeu 4,47%.
Entre as empresas ligadas ao petróleo, a Petrobras registrou queda de 8,18% nas ações preferenciais (PETR4) e de 6,81% nas ordinárias (PETR3). A Prio (PRIO3) recuou 3,60%, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) caiu 12,79%.
Entre as maiores altas do Ibovespa, a Suzano (SUZB3) liderou os ganhos, com valorização de 10,08%, seguida pela Embraer (EMBJ3), que avançou 8,89%; WEG (WEGE3), com alta de 4,21%; Vale (VALE3), que subiu 4,01%; e Klabin (KLBN11), que ganhou 3,24%. As exportadoras se destacaram positivamente, beneficiadas pela forte valorização do dólar.
Na ponta negativa, o Magazine Luiza (MGLU3) liderou as perdas, com queda de 58,23%, seguido pela Vamos (VAMO3), que recuou 56,79%; Hapvida (HAPV3), com baixa de 54,93%; C&A (CEAB3), que perdeu 47,47%; e Cosan (CSAN3), que caiu 46,73%. As quedas mais acentuadas atingiram empresas ligadas ao consumo doméstico, ao crédito e aos juros, em meio à forte reprecificação dos ativos após o resultado eleitoral.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Suzano (SUZB3): +10,08%
• Embraer (EMBJ3): +8,89%
• WEG (WEGE3): +4,21%
• Vale (VALE3): +4,01%
• Klabin (KLBN11): +3,24%
Baixas
• Magalu (MGLU3): -58,23%
• Vamos (VAMO3): -56,79%
• Hapvida (HAPV3): -54,93%
• C&A Modas (CEAB3): -47,47%
• Cosan (CSAN3): -46,73%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (26/10):
• Segunda-Feira (26): -13,88%
• Na semana: -13,88%
• Em outubro: -5,22%
• No 4°tri./26: -5,22%
• Em 12 meses: +20,82%
• Em 2026: +9,61%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:
• Dow Jones: +0,28%
• Nasdaq: +0,82%
• S&P 500: +0,70%
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