A alta do dólar no primeiro pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva virou ganho automático para quem tem BDRs. Como os recibos de ações estrangeiras são cotados em real, a valorização de mais de 10% da moeda americana nesta segunda-feira (26) se transferiu quase integralmente para os papéis, e a lista de altas do índice BDRX ficou dominada por variações de dois dígitos.
Às 12h40, Deere (DEOP34) subia 16,27%, Amazon (A1ZN34) 16,09% e Tesla (TSLA34) 15,08%. Na sequência vinham Intel (ITLC34), com 13,82%, Qualcomm (QCOM34) e Eli Lilly (E1CO34), ambas com 13,33%, e Micron (MUTC34), com 13,17%. Broadcom (AVGO34), Cisco (CSCO34) e AMD (A1MD34) avançavam em torno de 12%.
O movimento foi tão generalizado que a própria lista de baixas do índice tinha apenas seis papéis no vermelho. Os demais “piores” do dia já operavam em alta, com variações entre 2,80% e 5,14%.
As exceções foram os BDRs de empresas que, embora listadas no exterior, têm o negócio no Brasil e, por isso, seguiram a Bolsa local em vez do câmbio. StoneCo (STOC34) recuava 23,06%, PagSeguro (PAGS34) 20,81%, Nu Holdings (ROXO34) 12,73% e Mercado Livre (MELI34) 2,37%. Completavam a lista de quedas B2YN34, com 2,87%, e C2OL34, com 2,36%.
O quadro mostra que o investidor está reduzindo exposição a Brasil onde ela estiver, inclusive em Nova York, enquanto usa os BDRs de empresas estrangeiras como proteção cambial.
No mesmo pregão, o Ibovespa chegou a cair mais de 17%, aos 169 mil pontos, após acionar o circuit breaker na abertura, o primeiro desde 2020. Antes da abertura, a B3 havia ampliado os limites de oscilação diária dos futuros de dólar (DOL e WDO) para 12%.
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