A B3 acionou o circuit breaker nesta segunda-feira (26/10), às 9h57, e suspendeu por 30 minutos a negociação no segmento de ações. Segundo o comunicado 668/2026-SSN, a interrupção vale para ativos à vista, renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDRs, os índices Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50 e Small Cap, além dos eETFs. Durante a suspensão, ofertas que não estiverem participando de leilão poderão ser canceladas. A Bolsa informou que comunicará em breve o horário de reabertura.
O acionamento ocorreu ainda durante o leilão de abertura. Em informativo publicado mais cedo, a B3 já havia esclarecido que, se a formação de preço do Ibovespa no leilão indicasse oscilação superior a 10%, o leilão seria interrompido e o circuit breaker, ativado por 30 minutos, com retomada do leilão e, em seguida, da negociação contínua.
Pelas regras da Bolsa, novas paradas podem ocorrer se a queda atingir 15% e 20% em relação ao fechamento anterior. O informativo desta manhã também definiu que, se o índice abrir entre 10% e 15% de queda, o próximo gatilho é aos 15%; se abrir entre 15% e 20%, o próximo é aos 20%; e, se abrir com queda superior a 20%, a B3 interrompe a negociação e envia novo comunicado.
É a primeira vez que o mecanismo é acionado desde março de 2020, no início da pandemia, quando disparou nos dias 9, 11, 16 e 18, e duas vezes no pregão do dia 12.
A reação segue a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no domingo. Antes da abertura, o EWZ, ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, caía mais de 25% no pré-mercado, e o real recuava cerca de 10% no mercado futuro. Também nesta manhã, a B3 ampliou os limites de oscilação diária dos futuros de índice (IND e WIN) para -20%, dos futuros de dólar (DOL e WDO) para 12% e dos ETFs BOVA11, BOVV11, SMLL11 e SMAL11 para -20%.
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