Os mercados asiáticos fecham nesta quinta-feira (22) em forte queda. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 2,65%, o Hang Seng (Hong Kong) em queda de 3,03%, o Shanghai Composite (China continental) em queda de 1,48% e o Kospi (Coreia do Sul) em queda de 3,52%, enquanto o Taiex (Taiwan) cai 1,81%. Em Seul, o Kosdaq fechou em queda de 3,62%, a 764,10 pontos, a Samsung Electronics caiu 4,03% e a SK Hynix 5,49%, com as 20 maiores empresas por valor de mercado em queda, em meio às preocupações com a rentabilidade dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, depois de a Meta registrar fluxo de caixa livre negativo no trimestre. O Banco da Coreia manteve a taxa de juros em 3%, por unanimidade, depois das altas de julho e agosto, e sinalizou que decidirá o momento e o ritmo de novos aumentos conforme a evolução da inflação, da atividade e da estabilidade financeira, projetando crescimento do PIB deste ano e do próximo acima das estimativas de agosto, de 3,3% e 2,9%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve o pior dia desde 23 de março, com o Hang Seng Tech em queda de 5%, no menor nível em dois anos, e as ações da Tencent e da Alibaba caindo pelo menos 2,9%, enquanto diminuem as esperanças de um estímulo mais forte de Pequim, depois de dados econômicos indicarem que a meta de crescimento anual está ao alcance; o CSI 300 entrou em mercado de baixa, com perda de 20% desde a máxima.
No radar corporativo, a Lenovo (0992.HK) fechou em queda de 10,92%, depois de anunciar o refinanciamento de um empréstimo de US$ 2 bilhões e de o Citi cortar em 20% o preço-alvo, para HK$ 40, mantendo a recomendação de compra; já a Hanwha Machinery & Services Holdings (0220W0) fechou em alta de 3,90%, a 7.730 won, depois de ampliar a oferta pública de aquisição para 26.203.000 ações, a 8.000 won cada, elevando a fatia-alvo de 19% para 31% do capital.
Os mercados europeus operam nesta quinta-feira (22) em queda generalizada. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em queda de 0,38%, o DAX (Alemanha) em queda de 0,91% e o CAC 40 (França) em queda de 1,26%, com o Stoxx Europe 600 em queda de cerca de 0,8%, pressionado pelos setores de recursos básicos, viagens e lazer, bancos e tecnologia, enquanto alimentos e bebidas sobem mais de 1%. Na França, o rendimento do título de 10 anos subiu cerca de 6 pontos-base, para 5,0514%, depois de fechar ontem em torno de 5,02%, o maior nível desde 2002, em meio a protestos e dúvidas sobre a capacidade de aprovar reformas fiscais. O petróleo sobe, com o Brent em alta de cerca de 2,7%, acima de US$ 110 o barril. Na França, o índice de confiança dos empresários de outubro subiu para 105, de 101 em setembro, e, no Reino Unido, o indicador de pedidos industriais da CBI caiu para menos 32, de menos 20 no mês anterior.
No radar corporativo, a Hermès (RMS.PA) cai quase 7% depois de divulgar receita de € 4,1 bilhões no terceiro trimestre, alta de 4,3%, com fraqueza na demanda da China e queda em couro e acessórios e em relógios.
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