Nesta quinta-feira (22), credores pedem Chapter 11 involuntário contra subsidiária financeira da Braskem (BRKM5), a MBRF (MBRF3) diz que foco de Newcastle em Santa Catarina não terá impacto material e a Bradsaúde (SAUD3) aprova R$ 1 bilhão em dividendos, enquanto Copel (CPLE3) e Casas Bahia (BHIA3) também estão no radar.
WEG (WEGE3)
A WEG registrou receita operacional líquida de R$ 10,9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 5,7% sobre um ano antes. O Ebitda somou R$ 2,35 bilhões, avanço de 3,1%, com margem de 21,6%, e o retorno sobre o capital investido (ROIC) subiu 0,8 ponto percentual, para 33,2%. Os números constam da apresentação da teleconferência de resultados, que não informa o lucro líquido do período.
Raízen (RAIZ4)
A Raízen detalhou o aumento de capital privado previsto no seu plano de recuperação extrajudicial, de no mínimo R$ 3,5 bilhões, com preço de emissão de R$ 0,25 por ação de qualquer espécie ou classe. Têm direito de preferência os acionistas posicionados em 5 de novembro, e o período de subscrição vai de 6 de novembro a 7 de dezembro. A operação depende da aprovação, em assembleias marcadas para 30 de outubro, da criação de novas classes de ações; se aprovada, a preferencial atual passa a ser negociada como RAIZ5 a partir de 3 de novembro.
Eneva (ENEV3)
A Eneva concluiu a troca de participações com a Diamante Geração de Energia, transferindo a UTE Itaqui e passando a deter 100% da PPTM, no Hub Ceará. A companhia recebeu R$ 365,3 milhões em dinheiro e pode ganhar uma parcela adicional de até R$ 467 milhões, condicionada à antecipação do início de um contrato de reserva de capacidade. Com a operação, a Eneva encerra sua saída da geração a carvão.
Braskem (BRKM5)
Credores que detêm cerca de US$ 272 milhões em bonds com vencimento em 2041 pediram, na Justiça de falências de Nova York, um Chapter 11 involuntário contra a Braskem America Finance, subsidiária usada para captações no exterior. Segundo a petroquímica, o pedido afeta apenas essa subsidiária e sua dívida, de cerca de US$ 589 milhões, e não inclui a Braskem nem as empresas da recuperação extrajudicial no Brasil.
MBRF (MBRF3)
Questionada pela CVM sobre reportagem que ligava a queda das ações ao foco de doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba (SC), a MBRF confirmou as informações publicadas. A companhia afirmou que eventuais impactos sobre suas operações e resultados, se houver, não serão materiais, e que o caso não configura fato relevante até o momento.
Copel (CPLE3)
O mercado faturado da distribuidora da Copel cresceu 5,8% no terceiro trimestre, e acumula alta de 5% no ano. O consumo residencial subiu 8,9% e o comercial, 10,5%, impulsionados por temperaturas mais altas e pela menor geração distribuída no período.
Bradsaúde (SAUD3)
A Bradsaúde aprovou R$ 1 bilhão em dividendos referentes ao terceiro trimestre, o equivalente a R$ 0,342 por ação. Têm direito os acionistas posicionados em 30 de outubro, e as ações passam a ser negociadas ex-dividendos em 3 de novembro. O pagamento será feito em 30 de março de 2027.
Casas Bahia (BHIA3)
A Justiça de São Paulo deferiu o processamento do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia e de subsidiárias, ajuizado em 16 de agosto.
M. Dias Branco (MDIA3)
A M. Dias Branco informou que vai pagar R$ 208,4 milhões por 80% da Grespan Pães Congelados, integralmente no fechamento, com R$ 2,5 milhões retidos para ajuste de dívida líquida e capital de giro. A operação segue sujeita a condições precedentes.
BrasilAgro (AGRO3)
A BrasilAgro aprovou R$ 30 milhões em dividendos intermediários, ou R$ 0,301 por ação, para acionistas posicionados em 21 de outubro. As ações são negociadas ex-dividendos desde hoje, e o pagamento será feito a partir de 16 de novembro.
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