Radar Macro & Mercados
A semana foi marcada pela campanha do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, e pela escalada das tensões no Oriente Médio e na Ucrânia. Os ataques a embarcações em Ormuz somaram 23 casos desde o início de outubro e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, retomou os ataques a refinarias russas, desafiando o apelo do presidente norte-americano, Donald Trump, por um cessar-fogo energético. No Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na maioria das pesquisas divulgadas, com empate numérico na pesquisa PoderData/Aya de 16 de outubro. O IBC-Br de agosto avançou 0,34%, em linha com a projeção, e os investidores estrangeiros aportaram R$ 17,83 bilhões na B3 nos oito primeiros pregões de outubro, o maior saldo parcial para o mês desde 2021. Nos Estados Unidos, o CPI de setembro subiu 0,6% e o PPI, 1,3%, bem acima da projeção de 0,6%. O dólar PTAX fechou a semana a R$ 5,0826, com alta de 1,87%.
💵 Dólar Ptax (venda): R$ 5,0826 | Semana: +1,87% | Em setembro: -1,90% | Em 2026: -7,63% | Em 12 meses: -6,49%
💶 Euro Ptax (venda): R$ 5,7088 | Semana: +2,23% | Em setembro: -2,87% | Em 2026: -11,75% | Em 12 meses: -9,97%
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EUA avaliam usar a mãe de todas as bombas contra o Irã: Os militares dos Estados Unidos elaboraram novos planos de ataque que incluem a possibilidade de usar a GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast, conhecida como “mãe de todas as bombas”, contra a infraestrutura energética e instalações nucleares do Irã, caso o presidente Donald Trump ordene a retomada das operações de combate. A bomba, a maior não nuclear do arsenal dos EUA, seria usada pela primeira vez no conflito iniciado em fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel. Há dúvidas sobre a eficácia da arma contra alvos subterrâneos, como a Montanha Pickaxe, instalação fortificada próxima ao complexo nuclear de Natanz. Em entrevista, Trump afirmou que os EUA talvez tenham que atacar a Montanha Pickaxe, disse que não usaria arma nuclear e reiterou que não considera enviar tropas terrestres ao Irã, sem informar se autorizou o uso da bomba. Na semana anterior, Trump havia dito que não ordenaria novos ataques antes das eleições legislativas de 3 de novembro, mas não estava claro se a declaração era definitiva.
Ataques a navios em Ormuz atingem o maior ritmo desde o início da guerra: O Estreito de Ormuz e seus arredores registraram 23 ataques a embarcações desde o início de outubro, quase o dobro da média mensal desde o começo do conflito. Doze desses ataques ocorreram entre 5 e 11 de outubro, incluindo seis em um único dia, no domingo (11), o maior número diário desde o início da guerra. Na quarta-feira (14), um cargueiro de bandeira de Cingapura afundou após ser atingido por um projétil, em um caso ainda cercado de controvérsias. Na quinta-feira (15), a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter flagrado um petroleiro em chamas perto do Golfo de Omã, em uma zona considerada proibida para a navegação por Teerã. Os EUA mantêm um bloqueio naval que proíbe a chegada e a saída de navios dos portos iranianos, anunciado em retaliação ao fechamento de Ormuz pelas forças de Teerã, e intensificaram a escolta de embarcações civis.
Houthis intensificam ataques à Arábia Saudita: A coalizão liderada pela Arábia Saudita informou ter interceptado mísseis e drones lançados ao longo da semana pelos houthis, rebeldes do Iêmen apoiados pelo Irã. Na terça-feira (13), foram interceptados três drones ao norte de Riade e dois mísseis balísticos disparados em direção a Khamis Mushait, perto da fronteira com o Iêmen. A coalizão também pediu que moradores próximos a um sítio petrolífero em Sanaa, capital controlada pelos houthis, deixassem a área. Na sexta-feira (16), o porta-voz da coalizão, Turki al Malki, informou a interceptação de três drones no sul do país e em Riade, de dois mísseis de cruzeiro sobre o Mar Vermelho e de um míssil balístico sobre Yanbu, terminal petrolífero com importante capacidade de refino. A guerra civil no Iêmen, na qual a Arábia Saudita lidera uma coalizão de apoio ao governo desde 2015, reacendeu em julho após o colapso de uma trégua. Os houthis tomaram vastas áreas da costa do Mar Vermelho, sem que uma contraofensiva do governo, com apoio aéreo saudita, revertesse os avanços.
Zelensky retoma ataques a refinarias russas, e Trump critica a decisão: O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ordenou a retomada dos ataques a refinarias de petróleo russas e encerrou uma pausa de três dias adotada após o apelo de Trump por um “cessar-fogo energético”, feito no domingo (11). Na quinta-feira (15), um incêndio atingiu uma refinaria na região russa de Ryazan após um ataque de drones, segundo o governador regional, Pavel Malkov. Kiev não comentou oficialmente o episódio. A decisão ocorreu após a Ucrânia relatar uma restrição ao serviço de satélites Starshield, usado por seus militares, que voltou a operar horas depois do anúncio. Em entrevista, Trump classificou os ataques a refinarias como “uma vergonha”, disse que eles elevam o preço mundial da energia e afirmou considerar Zelensky mais difícil de lidar do que o presidente russo, Vladimir Putin. Líderes europeus reunidos em uma cúpula do Conselho Europeu, em Bruxelas, manifestaram apoio a Kiev, e o primeiro-ministro holandês, Rob Jetten, criticou o acordo de diesel anunciado por Trump com Putin. A Rússia manteve os ataques à infraestrutura energética e a alvos civis ucranianos ao longo da semana.
Rússia afirma negociar com os EUA projetos de gás no Ártico: O enviado especial do presidente russo, Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, anunciou na sexta-feira (16) que a Rússia está em negociações avançadas com os Estados Unidos sobre projetos conjuntos de exploração de gás natural no Ártico, além da produção de datacenters e do desenvolvimento de infraestrutura de dados e energia. Durante o evento Russian Energy Week, Dmitriev disse que, além do acordo de diesel já conhecido, novas iniciativas serão anunciadas em breve. Ele afirmou ainda que o projeto de lei de sanções aprovado pelo Congresso dos EUA bloqueia a cooperação em investimentos entre os dois países.
CPI dos EUA de setembro vem em linha com a projeção do mercado: O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,6% em setembro, em linha com a projeção do mercado, acelerando em relação à alta de 0,4% de agosto. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3%, acima da projeção de 0,2% e no mesmo ritmo do mês anterior. Na comparação anual, o índice cheio subiu 3,7%, acima da projeção de 3,6% e dos 3,4% de agosto, enquanto o núcleo avançou 2,6%, acima da projeção de 2,5% e dos 2,4% do mês anterior. A gasolina liderou os ganhos, com alta de 9,1% no mês, respondendo por mais da metade do aumento do índice cheio, e a energia subiu 5,2%, após alta de 2,1% em agosto.
PPI dos EUA de setembro vem acima da projeção do mercado: O Índice de Preços ao Produtor para demanda final dos Estados Unidos subiu 1,3% em setembro, bem acima da projeção de 0,6%, acelerando em relação às altas de 0,5% de agosto e de 0,2% de julho. Foi o maior avanço mensal desde a alta de 1,7% de março de 2022. Na comparação anual, o índice subiu 6,3%, acima da projeção de 5,3% e no maior nível desde dezembro de 2022. O núcleo, que exclui alimentos, energia e serviços de comércio, avançou 0,5% no mês, acima da projeção de 0,3%, e 5,0% em 12 meses, acima da projeção de 4,4%. Os preços de bens subiram 2,6%, o maior avanço desde o início da série, em dezembro de 2009, com mais de 80% da alta atribuída à energia, que saltou 10,8%, enquanto a gasolina avançou 20,3%. Os preços de serviços subiram 0,8%.
Estrangeiros intensificam aportes na B3 nos primeiros pregões de outubro: Os investidores estrangeiros aportaram R$ 17,83 bilhões na bolsa nos oito primeiros pregões do mês, até 13 de outubro. O saldo parcial é o maior para o mês desde 2021 e o segundo maior resultado mensal de 2026, atrás apenas de janeiro, com R$ 26,47 bilhões. Com o fluxo parcial, o saldo acumulado em 2026 chegou a R$ 49,86 bilhões, acima dos resultados de todo o ano de 2021, de R$ 41,54 bilhões, e de 2025, de R$ 26,87 bilhões. Para alcançar o resultado de 2023, quando os aportes somaram R$ 55,95 bilhões, faltam R$ 6,09 bilhões. O saldo parcial também supera o de todos os meses de outubro desde 2021, Até então, o melhor resultado havia sido o de 2022, de R$ 14,07 bilhões. Dos oito pregões do mês, sete tiveram saldo positivo, e o único com saída foi o de 7 de outubro, com retirada de R$ 627,8 milhões. O aporte de R$ 10,06 bilhões de 5 de outubro respondeu por 56% do saldo acumulado no mês.
IBC-Br de agosto vem em linha com a projeção do mercado: A prévia do PIB, medida pelo IBC-Br, avançou 0,34% em agosto, na série com ajuste sazonal, em linha com a projeção de 0,30%. No trimestre encerrado em agosto, o indicador registrou retração de 0,64% em relação ao trimestre encerrado em maio. Na abertura setorial, a indústria subiu 0,87% no mês e recuou 1,21% no trimestre; os serviços avançaram 0,24% no mês e caíram 0,28% no trimestre; os impostos subiram 0,11% no mês e caíram 1,09% no trimestre; e a agropecuária recuou 1,76% no mês e 0,22% no trimestre. Na série sem ajuste sazonal, o indicador cresceu 1,21% em relação a agosto de 2025, com alta de 1,55% no acumulado do ano e de 1,61% em 12 meses.
Eleições 2026
A semana foi marcada por uma sequência de pesquisas presidenciais realizadas após o primeiro turno, Nela, o senador Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente do presidente Lula na maioria dos levantamentos, com diferenças que ficaram, na maior parte, dentro da margem de erro.
BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno: Levantamento do BTG/Nexus, o primeiro do instituto após o primeiro turno, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 3 pontos fica dentro da margem de erro de 2 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 28 de setembro, Lula tinha 46%, e Flávio, 44%. Nos votos válidos, o senador tem 52%, e o presidente, 48%. Segundo o levantamento, 92% dos eleitores dizem ter certeza do voto, e 7% admitem a possibilidade de mudar. Entre os que votaram em cada candidato no primeiro turno, 98% afirmam que vão repetir a escolha. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 10 e 12 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-07997/2026.
PoderData/Aya: distância entre Flávio Bolsonaro e Lula diminui no segundo turno: Levantamento do PoderData/Aya aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 46% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 2 pontos fica dentro da margem de erro de 1,8 ponto. Na rodada anterior, realizada de 5 a 7 de outubro, Flávio tinha 49%, e Lula, 44%. Nos votos válidos, o senador tem 51%, e o presidente, 49%, ante 53% e 47% na rodada anterior. A rejeição a Lula se manteve em 46%, e a de Flávio oscilou de 43% para 44%. A pesquisa ouviu 3.000 eleitores em 686 municípios entre 10 e 12 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-01209/2026.
Futura/100% Cidades: Flávio Bolsonaro e Lula seguem empatados tecnicamente no segundo turno: Levantamento da Futura/100% Cidades, o primeiro do instituto após o primeiro turno, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 3,4 pontos fica dentro da margem de erro de 2,2 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 3 de outubro, Flávio tinha 48%, e Lula, 45,1%. Nos votos válidos, o senador tem 51,8%, e o presidente, 48,2%. No cenário espontâneo, Flávio é citado por 47,7% dos entrevistados, e Lula, por 46,1%. No recorte regional, o senador aparece à frente em quatro das cinco regiões: Sudeste (51,9% a 43,3%), Sul (65,6% a 32%), Norte (50,2% a 46,6%) e Centro-Oeste (59,6% a 35,6%). Lula lidera apenas no Nordeste, com 60,1% contra 38,1%. O instituto não divulga margem de erro para os recortes regionais. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre 7 e 10 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-00650/2026.
Gerp: Flávio Bolsonaro amplia vantagem sobre Lula no segundo turno: Levantamento do Gerp, o primeiro do instituto após o primeiro turno, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 9 pontos supera a margem de erro de 2 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 3 de outubro, Flávio tinha 49%, e Lula, 44%. Nos votos válidos, o senador tem 55%, e o presidente, 45%. A pesquisa ouviu 2.400 eleitores por telefone nos dias 8, 9 e 12 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-07877/2026.
Quaest: Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno: Levantamento da Quaest, o primeiro do instituto após o primeiro turno, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 2 pontos fica dentro da margem de erro de 2 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 3 de outubro, Flávio tinha 44%, e Lula, 42%, e os dois avançaram 2 pontos. Nos votos válidos, o senador tem 51%, e o presidente, 49%. A parcela de votos em branco, nulo ou de quem não pretende votar caiu de 13% para 9%, e os indecisos somam 1%. A pesquisa ouviu 2.154 eleitores entre 10 e 13 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-08729/2026.
Indexa/Broadcast: Flávio Bolsonaro fica numericamente à frente de Lula no segundo turno: Levantamento do Indexa/Broadcast, o primeiro do instituto após o primeiro turno, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 44% das intenções de voto no segundo turno, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 2 pontos fica dentro da margem de erro de 2,2 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 30 de setembro, Lula tinha 43%, e Flávio, 42%. Nos votos válidos, o senador tem 51%, e o presidente, 49%. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 13 e 14 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-04629/2026.
Palver: vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula cai no segundo turno: Levantamento do Palver, o primeiro do instituto após o primeiro turno, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto no segundo turno, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 1 ponto fica dentro da margem de erro máxima de 2,3 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 3 de outubro, Flávio tinha 49%, e Lula, 44%, ; a diferença entre os dois caiu de 5 para 1 ponto. A pesquisa ouviu 5.000 eleitores por questionário on-line entre 10 e 13 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-08028/2026.
Datafolha: Flávio Bolsonaro segue numericamente à frente de Lula no segundo turno: Levantamento do Datafolha aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 2 pontos fica dentro da margem de erro de 2 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 49%, e Lula, 45%, ; a diferença entre os dois caiu de 4 para 2 pontos. Nos votos válidos, o senador tem 51%, e o presidente, 49%, ante 52% e 48% na rodada anterior. Os votos em branco ou nulo somam 6%, e os indecisos, 2%. A pesquisa ouviu 2.520 eleitores presencialmente entre 13 e 14 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-00466/2026.
PoderData/Aya: Flávio Bolsonaro e Lula empatam no segundo turno: Levantamento do PoderData/Aya aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados com 47% das intenções de voto cada no segundo turno, o primeiro empate numérico registrado pelo instituto desde o primeiro turno. Na rodada anterior, de 10 a 12 de outubro, Flávio tinha 48%, e Lula, 46%. Nos votos válidos, os dois têm 50%. A rejeição a Lula se manteve em 46%, e a de Flávio oscilou de 44% para 45%. Quando perguntados sobre quem tem mais chance de vencer, 51% dos entrevistados apontam o senador, e 42%, o presidente. A pesquisa ouviu 3.000 eleitores em 644 municípios entre 13 e 15 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-04258/2026.
Futura/100% Cidades: Flávio Bolsonaro segue numericamente à frente de Lula no segundo turno: Levantamento da Futura/100% Cidades aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto no segundo turno, contra 47,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 1,5 ponto fica dentro da margem de erro de 2,2 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 13 de outubro, Flávio tinha 50%, e Lula, 46,6%, ; a diferença entre os dois caiu de 3,4 para 1,5 ponto. Nos votos válidos, o senador tem 50,8%, e o presidente, 49,2%. No cenário espontâneo, Flávio é citado por 47,5% dos entrevistados, e Lula, por 46,3%. No recorte regional, o senador aparece à frente em quatro das cinco regiões: Sudeste (50% a 45,4%), Sul (63,3% a 32,9%), Norte (51,5% a 44,9%) e Centro-Oeste (59,4% a 35,9%). Lula lidera apenas no Nordeste, com 60,9% contra 37,4%. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre 14 e 15 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-03764/2026.
CNT/MDA: Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno: Levantamento da CNT/MDA, o primeiro do instituto após o primeiro turno, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46,8% das intenções de voto no segundo turno, contra 45,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 0,9 ponto fica dentro da margem de erro de 2,2 pontos. Na rodada anterior, divulgada em 3 de outubro, Lula tinha 47,3%, e Flávio, 43,1%. Nos votos válidos, o senador tem 50,5%, e o presidente, 49,5%. Os votos em branco ou nulo somam 4,9%, e os indecisos, 2,4%. A pesquisa ouviu 2.014 eleitores presencialmente entre 13 e 15 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-00652/2026.
Ibovespa — Maiores Altas e Baixas da Semana
Maiores Altas
Maiores Baixas
Análise dos Destaques da Semana
Melhor Desempenho: Prio (PRIO3)
Preço de Fechamento (16/10/2026): R$ 70,10 | Variação Semanal: +8,77% – A valorização foi beneficiada pela alta dos preços internacionais do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio e às preocupações com possíveis interrupções no fornecimento. Os papéis também repercutiram a análise do Bank of America, que reiterou a recomendação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 71 para R$ 74 por ação. O banco destacou a geração de caixa da companhia, apoiada na aquisição de ativos maduros e nos ganhos de produtividade, e projetou distribuições anuais de US$ 2 bilhões a US$ 2,1 bilhões em 2027, com dividend yield estimado em cerca de 18%.
Pior Desempenho: Vamos (VAMO3)
Preço de Fechamento (16/10/2026): R$ 5,67 | Variação Semanal: -17,35% – A queda foi pressionada pela alta dos juros futuros e pela realização de lucros após o rali registrado desde o primeiro turno das eleições presidenciais. Na terça-feira (13), os papéis chegaram a cair 10,79% durante o pregão, em meio à redução da diferença entre os candidatos nas pesquisas eleitorais, o que aumentou a cautela dos investidores. Como a companhia atua na locação de caminhões, máquinas e equipamentos e apresenta elevado endividamento, seus resultados são sensíveis às taxas de juros.
Nota: As informações desta newsletter têm caráter informativo e não constituem recomendação de investimento.
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