Ibovespa dispara desde o registro das candidaturas até o 1º turno; dólar fica estável
O Ibovespa subiu 15,08% entre o registro das candidaturas e 02 de outubro, último pregão antes do primeiro turno. O índice saiu de 166.934 pontos no fechamento de 14 de agosto, último pregão antes do prazo para registro das candidaturas, e chegou a 192.115 pontos. No mesmo período, o dólar terminou praticamente estável, passando de R$ 5,2236 para R$ 5,2238, enquanto o euro recuou 2,79%.
Ao longo desse período, a disputa presidencial foi ficando mais acirrada nas pesquisas.
- AtlasIntel/Bloomberg: a vantagem de 4,5 pontos percentuais de Lula em um eventual segundo turno se transformou em empate técnico, com 47,7% para Flávio Bolsonaro e 47,6% para o presidente.
- Genial/Quaest: a vantagem numérica de 1 ponto percentual de Lula desapareceu, e os dois aparecem empatados, com 42%.
- Vox Brasil: no levantamento mais recente, Flávio aparece numericamente à frente nos dois turnos, com 41,2% contra 40,4% no primeiro e 48,2% contra 45,2% no segundo. Os dois resultados estão dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais.
- Datafolha: o levantamento mais recente mostrou Lula com 48% e Flávio com 45% no segundo turno, também em empate técnico.
Na economia, o IPCA de agosto registrou deflação de 0,32%, e a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,22%. Em seguida, o Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo. A prévia de setembro, porém, veio acima do esperado. O IPCA-15 subiu 0,70%, puxado pela energia elétrica residencial, que avançou 7,42% após o fim do bônus de Itaipu, levando a inflação acumulada em 12 meses a 4,47%. A meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. No Boletim Focus mais recente, o mercado elevou a projeção de inflação para 4,99% em 2026, acima do teto da meta, e manteve a estimativa de Selic em 13,50% no fim do ano.
Ibovespa
O índice marcou o menor nível do período em 18 de agosto, aos 166.335 pontos. A maior alta diária ocorreu em 2 de setembro, de 3,05%. Em 10 de setembro, o Ibovespa chegou a 188.269 pontos, alta de 12,78% em relação ao início do período. Depois, devolveu parte dos ganhos e recuou até 182.991 pontos em 28 de setembro. Na reta final, emendou quatro altas consecutivas. No último pregão antes da eleição, o payroll dos Estados Unidos veio bem abaixo do esperado, enquanto o petróleo recuou.
Dólar
O dólar PTAX terminou praticamente onde começou, mas partiu de um patamar elevado. Na semana que precedeu o prazo de registro, a moeda subiu 2,61%, com cinco altas consecutivas, e fechou 14 de agosto a R$ 5,2236, o maior valor desde 30 de março. Entretanto, a partir daí, a cotação caiu até R$ 5,0856 em 8 de setembro, queda de 2,64% em relação ao início do período, antes de retomar a alta na segunda quinzena. Em 2 de outubro, fechou em R$ 5,2238, novamente no maior nível desde 30 de março.
Euro
O euro PTAX recuou mais que o dólar frente ao real. A moeda europeia chegou à mínima do período em 22 de setembro, a R$ 5,8487, queda de 3,33% em relação ao início da série. Em 2 de outubro, a cotação ficou em R$ 5,8815, recuo de 2,79% frente aos R$ 6,0500 de 14 de agosto.
Maiores altas e baixas do Ibovespa no período
Magazine Luiza (MGLU3) liderou as altas entre as ações da carteira teórica do Ibovespa, com valorização de 94,63%, seguida por Vamos (VAMO3), com 69,29%, e Yduqs (YDUQ3), com 51,37%. Na ponta negativa, ficaram Braskem (BRKM5), com queda de 18,26%, Construtora Tenda (TEND3), com 16,48%, e CSN Mineração (CMIN3), com 10,29%. Os gráficos abaixo reúnem as maiores altas e baixas do período:
Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.
O post Ibovespa dispara desde o registro das candidaturas até o 1º turno; dólar fica estável apareceu primeiro em TradeMap.