Ásia fecha em queda após resultados fracos da Shein; Europa opera em alta com juros soberanos em foco
Os mercados asiáticos fecham nesta terça-feira (29) majoritariamente em queda, mas em movimentos mais comedidos que os de ontem. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 0,60%, o Hang Seng (Hong Kong) em queda de 0,48% e o Kospi (Coreia do Sul) em queda de 0,27%; o Shanghai Composite (China continental) destoa e fecha em alta de 0,18%. O destaque do pregão em Hong Kong foi corporativo: a Shein Global Holdings (0625.HK) chegou a cair 14% na mínima histórica, fechando em queda de 10,7%, a HK$ 31,50, após divulgar os primeiros resultados desde o IPO na bolsa local o lucro do segundo trimestre caiu 67%, com receita praticamente estável, em alta de 1%, a US$ 11 bilhões, em meio a pressão persistente de tarifas e custos logísticos.
Os mercados europeus operam nesta terça-feira (29) em alta. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em alta de 0,34%, o DAX (Alemanha) em alta de 0,41% e o CAC 40 (França) em alta de 0,16%. No Reino Unido, o crédito ao consumidor de agosto veio acima do esperado, em £ 2,464 bilhões ante previsão de £ 1,9 bilhão, e o agregado monetário M4 também surpreendeu para cima, com alta mensal de 0,4% ante previsão de 0,1%; já as aprovações de hipotecas vieram um pouco abaixo do esperado, em 54,92 mil ante previsão de 56 mil. Na zona do euro, a confiança do consumidor de setembro veio exatamente em linha com a expectativa, em queda de 16,5 pontos, mas o índice de sentimento de serviços decepcionou, em 6,1 pontos ante previsão de 6,5. O rendimento do leilão de Gilts britânicos de 10 anos subiu para 5,383%, ante 5,155% no leilão anterior, refletindo o mesmo cenário de juros soberanos elevados observado nos últimos dias.