TradeLetter Semanal | 20 – 26 Setembro 2026
A semana foi marcada pela Assembleia Geral da ONU e pela reta final da campanha presidencial, com Flávio Bolsonaro aparecendo numericamente à frente de Lula em diversas pesquisas pela primeira vez em suas respectivas séries históricas. Na ONU, Trump defendeu o isolamento econômico total do Irã e afirmou que um acordo só deve ocorrer após as eleições de meio de mandato americanas, chegando a mencionar a possibilidade de “aniquilar” o regime iraniano. Zelensky, por sua vez, acusou a Rússia de recrutar soldados de 47 países para a guerra na Ucrânia. O Irã ameaçou paralisar aeroportos de países vizinhos que aderissem a novas sanções americanas. No Brasil, o Copom detalhou, em ata, a cautela em relação aos próximos passos da Selic, enquanto o IPCA-15 de setembro surpreendeu com alta de 0,70%, bem acima do esperado, puxado pelo fim do Bônus de Itaipu na conta de luz. Lula deve anunciar nesta sexta-feira um pacote de medidas contra o endividamento das famílias e restrições ao mercado de apostas online.
💵 Dólar Ptax (venda): R$ 5,1991 | Semana: +0,81% | Em setembro: +0,34% | Em 2026: -5,51% | Em 12 meses: -2,68%
💶 Euro Ptax (venda): R$ 5,9280 | Semana: +0,26% | Em setembro: -1,51% | Em 2026: -8,37% | Em 12 meses: -4,95%
Fechamento semanal – em %
Na ONU, Trump fala em “aniquilar” o Irã e prevê acordo após as eleições americanas: O presidente norte-americano, Donald Trump, discursou na 81ª Assembleia Geral da ONU defendendo o isolamento econômico total do Irã e classificando o país como o “maior patrocinador do terrorismo do mundo”. Trump afirmou que a guerra impediu Teerã de obter uma arma nuclear e disse acreditar que um acordo será fechado após as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. “Um acordo será feito com o Irã que os permitirá ser um país maior do que já foi, ou eu aniquilo a República Islâmica?”, questionou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tradicionalmente abre os discursos da Assembleia, defendeu o multilateralismo e a reforma do Conselho de Segurança.
Zelensky acusa Rússia de recrutar soldados de 47 países na guerra contra a Ucrânia: O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou na Assembleia Geral da ONU que a Rússia recrutou combatentes de 47 nacionalidades diferentes para o conflito, citando países como Gana, Nepal, Índia e Cuba. Zelensky também destacou o estreitamento da cooperação militar entre Moscou e Pyongyang, após a captura de dois soldados norte-coreanos entregues à Coreia do Sul. O presidente ucraniano defendeu novas sanções contra a Rússia e afirmou que o objetivo dos ataques ucranianos à infraestrutura energética russa é reduzir a principal fonte de financiamento da guerra, e não apenas causar danos.
Irã ameaça paralisar aeroportos de países vizinhos após novas sanções dos EUA: O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaee, alertou que países vizinhos que cooperarem com os Estados Unidos, suspendendo voos iranianos, enfrentarão retaliações, incluindo a paralisação de seus próprios aeroportos. A ameaça ocorreu após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciar que companhias aéreas iranianas seriam forçadas a interromper operações a partir de 23 de setembro, em razão de sanções secundárias contra prestadores de serviços aéreos.
Ata do Copom detalha cautela sobre os próximos passos da política monetária: O Banco Central divulgou a ata da 281ª reunião do Copom, que reduziu a Selic para 13,75% ao ano por unanimidade. O texto reforça que os juros seguem em patamar restritivo e evita sinalizar o ritmo dos próximos cortes. O comitê descreveu o ambiente de incerteza como elevado, com riscos para a inflação pesando mais para cima, e alertou que o enfraquecimento das reformas estruturais e a expansão do crédito direcionado ameaçam elevar o juro neutro da economia. A próxima decisão sobre a Selic será conhecida em novembro.
IPCA-15 de setembro surpreende com alta de 0,70%, acima da projeção: A prévia da inflação avançou 0,70% em setembro, bem acima da projeção de 0,53%, revertendo a queda de 0,40% de agosto. No acumulado em 12 meses, o índice avançou para 4,47%, também acima do esperado. Os nove grupos pesquisados tiveram alta no mês, com destaque para Habitação (+2,07%), puxada pelo fim do Bônus de Itaipu na conta de energia elétrica (+7,42%), e Despesas pessoais (+0,96%), impulsionadas pelo cigarro.
B3 lança contrato futuro de Bitcoin cotado em dólares: A bolsa brasileira passou a negociar o Contrato Futuro de Bitcoin em Dólares Americanos, de código BTC, ampliando as opções de exposição a criptoativos. Diferentemente do contrato já existente em reais, o novo instrumento tem cotação direta em dólares por Bitcoin, permitindo separar a exposição ao preço internacional do ativo da exposição cambial.
Governo anuncia proibição das bets no Brasil: O governo federal anunciou nesta sexta-feira (25) a proibição das casas de apostas online no Brasil, incluindo apostas esportivas e cassinos online. A medida foi formalizada por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem vigência imediata. Novos depósitos estão proibidos desde a publicação do texto, enquanto os sites permanecerão acessíveis até 5 de outubro exclusivamente para permitir o saque dos saldos. A partir de 6 de outubro, a Anatel deverá determinar o bloqueio das plataformas no país. A MP terá vigência de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e o governo também enviará ao Congresso um projeto de lei para endurecer as regras contra o mercado ilegal de apostas.
Eleições 2026
Nexus/BTG: Lula retoma liderança numérica, mas segue em empate técnico: Levantamento da Nexus/BTG aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL), empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos. No primeiro turno, Lula lidera com 40%, contra 37% de Flávio. A pesquisa ouviu 2.006 eleitores entre 18 e 20 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-00485/2026.
Real Time Big Data: Tarcísio pode vencer no primeiro turno em SP: Levantamento do Real Time Big Data aponta o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 53% das intenções de voto no primeiro turno da disputa pelo governo de São Paulo, contra 38% de Fernando Haddad (PT), patamar que permitiria a reeleição já no primeiro turno. O mesmo instituto apontou empate técnico triplo na disputa pelo Senado paulista, entre Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL) e Simone Tebet (PSB).
Quaest: Flávio aparece à frente de Lula no segundo turno: Levantamento da Quaest aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos. No primeiro turno, Lula lidera com 37%, contra 33% de Flávio. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-06004/2026.
AtlasIntel/Bloomberg: Lula lidera no primeiro turno e empata tecnicamente no segundo: Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43,4% de Flávio Bolsonaro (PL), a menor vantagem de Lula já registrada na série. No segundo turno, os dois empatam tecnicamente, com 47,7% a 47,4%. A pesquisa ouviu 5.015 eleitores entre 17 e 22 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-04739/2026.
AtlasIntel/Bloomberg: Lula lidera em três regiões, Flávio no Norte e no Sul: O recorte regional da AtlasIntel/Bloomberg mostra Lula à frente no Nordeste, com 54,9% contra 36,2%, no Centro-Oeste e no Sudeste, enquanto Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 53,9% contra 32,9%, e no Norte.
PoderData/Aya: distância entre Lula e Flávio cai para 1 ponto: Levantamento do PoderData/Aya, divulgado em 24 de setembro, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empate técnico dentro da margem de erro de 1,8 ponto. No primeiro turno, Lula tem 41%, contra 39% de Flávio. A pesquisa ouviu 3.000 eleitores entre 20 e 23 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-01739/2026.
Real Time Big Data: Flávio aparece à frente pela primeira vez desde maio: Levantamento do Real Time Big Data, divulgado em 24 de setembro, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), primeira vez que o senador aparece à frente desde maio, ainda em empate técnico. No recorte regional, Flávio lidera no Sul e no Centro-Oeste e aparece à frente no Sudeste, enquanto Lula lidera no Nordeste. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 23 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-04202/2026.
Futura/100% Cidades: Flávio ultrapassa Lula no primeiro turno e abre vantagem no segundo: Levantamento da Futura Inteligência, divulgado em 24 de setembro, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 40,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38,4% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empate técnico. No segundo turno, Flávio abre vantagem que supera a margem de erro, com 49,4% contra 43,7%. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 23 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-05268/2026.
Palver: Lula e Flávio empatam numericamente no primeiro turno: Levantamento do Palver, divulgado em 24 de setembro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados com 43% cada no primeiro turno. No segundo turno, Flávio tem 48%, contra 45% de Lula, também em empate técnico. A pesquisa ouviu 5.000 eleitores entre 20 e 23 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-09587/2026.
Futura/100% Cidades: recorte regional mostra Flávio à frente em quatro regiões: O recorte regional divulgado em 25 de setembro mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente no Centro-Oeste, com 44,4% contra 27,1% de Lula, no Sul, no Norte e no Sudeste, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera apenas no Nordeste, com 50,8% contra 35,3%.
Datafolha: Lula mantém vantagem numérica nos dois turnos: Levantamento do Datafolha aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Flávio Bolsonaro (PL), e com 40% no primeiro turno, contra 36% de Flávio, ambos em empate técnico. A mesma pesquisa mostrou Tarcísio de Freitas com 50% das intenções de voto no primeiro turno pelo governo de São Paulo, contra 30% de Fernando Haddad, e empate técnico quádruplo na disputa pelo Senado paulista entre Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Derrite e André do Prado. A pesquisa nacional ouviu 2.002 pessoas entre 22 e 23 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-00304/2026.
Agregador de Pesquisas Eleitorais do TradeMap
Primeiro Turno
Segundo Turno – Lula x Flávio Bolsonaro
Todas as pesquisas têm nível de confiança de 95% e metodologia registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O agregador é atualizado a cada nova rodada divulgada pelos institutos.
Ibovespa — Maiores Altas e Baixas da Semana
Maiores Altas
Maiores Baixas
Análise dos Destaques da Semana
Melhor Desempenho: Magalu (MGLU3)
Preço de Fechamento (25/09/2026): R$ 6,76 | Variação Semanal: +15,56% – A valorização foi impulsionada pela decisão da Anvisa de suspender a proibição que impedia a comercialização de medicamentos pela plataforma da varejista. Com a mudança, o Magalu passou a poder intermediar a venda de medicamentos de farmácias e drogarias licenciadas, utilizando sua estrutura de marketplace, logística e entrega, o que abre uma nova frente de negócios com potencial para ampliar a recorrência de uso da plataforma e a geração de receitas por comissões.
Pior Desempenho: Natura (NATU3)
Preço de Fechamento (25/09/2026): R$ 7,12 | Variação Semanal: -10,33% – A queda deu continuidade à pressão observada sobre os papéis diante das incertezas em relação à recuperação operacional da companhia. As perdas se intensificaram no pregão de quinta-feira, quando as ações chegaram a cair cerca de 6% e lideraram as baixas do Ibovespa, em uma sessão marcada por maior aversão ao risco no mercado.
Nota: As informações desta newsletter têm caráter informativo e não constituem recomendação de investimento.
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