Ásia fecha em alta; Europa opera em alta com petróleo em queda
Os mercados asiáticos fecham nesta terça-feira (22) em alta, com o pregão de Tóquio fechado pela segunda sessão seguida hoje é feriado nacional japonês, ponte entre o Dia do Respeito aos Idosos (segunda) e o Equinócio de Outono (quarta); o Nikkei 225 segue na cotação de fechamento de sexta-feira (18), 65.018,95 pontos, quando havia fechado em alta de 1,38%. O Hang Seng (Hong Kong) fecha em alta de 0,18%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,06% e o Kospi (Coreia do Sul) em alta de 0,15%. O apetite por ativos da região segue sustentado por fluxos institucionais: seguradoras chinesas, que somam US$ 6,1 trilhões em ativos, ampliaram as compras de ETFs listados em Hong Kong desde a aprovação regulatória do mês passado, elevando o volume de negociação na cidade. Na Coreia, o otimismo inicial foi perdendo fôlego ao longo do dia o Kospi chegou a subir 2,20% logo na abertura, mas devolveu boa parte dos ganhos com uma onda de realização de lucros por investidores individuais, que já venderam 10 trilhões de won líquidos em três pregões (1,8159 trilhão só hoje), parcialmente compensada pela compra líquida de 449,2 bilhões de won por estrangeiros.
No radar corporativo, a Samsung Electro-Mechanics (009150.KS) subia 6,09% por volta das 11h30 (horário local), segundo a Seoul Economic Daily, em meio à escassez de capacitores cerâmicos multicamadas (MLCC) que já se espalha para produtos de uso geral, com fabricantes líderes realocando capacidade para itens de alta especificação usados em servidores de inteligência artificial o preço de alguns produtos no mercado de distribuição chegou a subir 280% em um mês, segundo analista da iM Securities.
Os mercados europeus operam nesta terça-feira (22) em alta no início do pregão. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em alta de 0,22%, o DAX (Alemanha) em alta de 0,55% e o CAC 40 (França) em alta de 0,61%. Segundo o Investing.com, o principal vento favorável é a queda do petróleo bruto, ligada à diplomacia na ONU sobre o Irã e à expectativa de prorrogação da trégua tarifária entre Estados Unidos e China antes da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. A mesma reportagem destaca pressão fiscal na França, com o rendimento do OAT de 10 anos acumulando alta de mais de 90 pontos-base no ano e o Ministério das Finanças francês projetando dívida pública em 119,3% do PIB em 2026 e 121,7% em 2027 o CAC 40 segue praticamente estável no acumulado do ano, ante alta de cerca de 7% do Stoxx 600. No Reino Unido, o endividamento líquido do setor público veio acima do esperado, mas o índice CBI de tendências industriais de setembro melhor do que a previsão, em queda de 9 pontos ante expectativa de queda de 33.
No radar corporativo, a Kingfisher (KGF.L) dispara mais de 9% no pregão depois de elevar a projeção de lucro para o ano fiscal, citando demanda resiliente no varejo; já a Smiths Group (SMIN.L) sobe mais de 6% após divulgar lucro operacional anual acima das estimativas do mercado.
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