Ibovespa Futuro sobe com pesquisas eleitorais no foco; petróleo se aproxima de US$100
O Ibovespa Futuro opera em alta nesta terça-feira (8), na volta do feriado de 7 de Setembro, com investidores digerindo novas pesquisas eleitorais, enquanto no exterior uma série de ataques a instalações de energia na região do Golfo Pérsico elevou o preço do petróleo para perto de US$100 por barril. Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato subia 1,11%, aos 189.620 pontos.
Na véspera, pesquisa Quaest mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial.
Nesta terça, levantamento BTG/Nexus apontou o cenário de empate técnico entre ambos no segundo turno, embora Flávio tenha passado a aparecer numericamente à frente por um ponto percentual.
Na segunda-feira, Flávio Bolsonaro buscou vincular Lula ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante discurso em ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele prometeu que, se eleito, recuperará a credibilidade do Judiciário brasileiro.
O mercado financeiro reduziu de 5,01% para 5% a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central. A estimativa para o câmbio permaneceu em R$ 5,20 por dólar, enquanto a previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 1,92% para 1,93%. Para a Selic, a projeção continuou em 13,75% ao ano.
Leia também InfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta terça-feira (8) A valorização da commodity aumenta os temores de inflação e pode limitar o espaço dos bancos centrais para cortar jurosPetróleo perto de US$ 100, Focus, dados da China e mais destaques desta terça-feira
Dow Jones Futuro cai com petróleo Brent perto de US$ 100 e aposta em juros mais altos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
No mercado externo, os contratos futuros do petróleo Brent LCOc1 atingiram o maior nível em seis semanas, aproximando-se de US$99 por barril, depois que os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, ressaltando o risco de que o conflito se espalhe por toda a região e complique ainda mais o abastecimento de combustíveis aos mercados globais.
O recrudescimento da inflação abalou o mercado acionário nas últimas semanas, em grande parte devido à disparada dos rendimentos dos títulos públicos para máximas de vários anos, o que aumenta a pressão sobre os bancos centrais para elevarem as taxas de juros.
O Banco Central Europeu deve aumentar os juros da zona do euro em 0,25 ponto percentual na reunião de quinta-feira, enquanto crescem as expectativas de que o Banco do Japão faça o mesmo na próxima semana.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,82%, S&P Futuro recuava 0,34% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,09%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar futuro operava com baixa de 0,32%, aos R$ 5,136.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com o índice Nikkei 225, do Japão, liderando as perdas na região.
Os preços do petróleo registram forte valorização, após ataques a instalações de energia na Arábia Saudita em meio à retomada das hostilidades no Oriente Médio.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva, impulsionados pela queda nos embarques e pela expectativa de recuperação sazonal da demanda na China.
(Com Reuters)




















