Ibovespa está esticado? Bitcoin pode buscar US$ 100 mil? Veja os próximos níveis
O Ibovespa começa a semana sustentado por uma forte sequência de alta, mas já mostra sinais de atenção nos gráficos. O índice avançou 5,40% na semana passada, aos 185.147 pontos, e completou o terceiro período consecutivo de valorização. A permanência acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos reforça o domínio comprador, enquanto o IFR (14), em 76,72 pontos, indica uma condição de sobrecompra após o forte avanço recente.
Na direção oposta, o dólar futuro recuou 0,56% na última semana e, apesar da reação na sessão mais recente, continua abaixo das principais médias móveis, ainda sem sinal claro de retomada de tendência. No exterior, a Nasdaq preservou o viés positivo, enquanto o S&P 500 encerrou o período com leve queda e formação de um doji, padrão que sugere maior equilíbrio entre compradores e vendedores.
O Bitcoin, por sua vez, inicia a semana consolidado próximo dos US$ 80 mil e diante de uma região técnica decisiva. Acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, a criptomoeda precisa romper a faixa entre US$ 81.270 e US$ 82.850 para abrir espaço para uma nova etapa de valorização. Se o movimento ganhar força, os próximos alvos técnicos podem levar o ativo em direção aos US$ 100 mil.
Análise técnica do Ibovespa
No gráfico diário, observo que o Ibovespa segue com forte fluxo de alta. O índice avançou 5,40% na última semana, aos 185.147 pontos, e completou o terceiro período semanal consecutivo de valorização.
Na última sessão, o Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,02%, aos 185.147 pontos. Apesar da perda marginal, o índice permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém o viés positivo.
Em 2026, o Ibovespa acumula valorização de 14,91%. Embora ainda esteja abaixo do ganho superior a 23% registrado no topo do ano, o movimento recente recolocou o índice na direção da máxima histórica de 199.354 pontos, alcançada em abril. O IFR (14), em 76,72 pontos, está na zona de sobrecompra e acende um sinal de atenção após a forte sequência de altas.
Para prolongar o movimento comprador, considero necessário superar as resistências em 185.190/188.895 pontos. Acima dessa região, o próximo objetivo aparece nos 192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica de 199.354 pontos.
Do lado vendedor, acompanho inicialmente os suportes em 178.000/175.360 pontos e, posteriormente, em 173.235/164.835 pontos. A perda dessas faixas poderá ampliar a correção, com objetivos em 161.745/153.570 pontos e, em um movimento mais longo, nos 147.575 pontos.

Análise técnica do Dólar
No gráfico diário, observo que o dólar futuro permanece em um movimento mais lateral, mas encerrou a semana com queda de 0,56%, retomando o fluxo negativo.
Na última sessão, o contrato reagiu e avançou 0,46%, aos 5.156 pontos. Mesmo com a alta, continua abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O IFR (14), em 48,82 pontos, permanece na zona neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Para dar continuidade ao movimento de baixa, o dólar futuro precisa perder os suportes em 5.101/5.046/4.992 pontos. Nesse cenário, os próximos objetivos aparecem em 4.910/4.842 pontos, com alvo mais longo em 4.798,5/4.752,5 pontos.
Para recuperar força compradora, considero necessário superar inicialmente as resistências em 5.207,5/5.268,5/5.383,5 pontos. Acima dessa região, projeto objetivos em 5.446/5.614 pontos e, posteriormente, em 5.669,5/5.795,5 pontos.

Análise técnica da Nasdaq
Na Nasdaq, observo a manutenção do fluxo positivo na última semana. Apesar da queda de 0,29% na sessão mais recente, aos 26.506 pontos, o índice continua acima das médias móveis de 9 e 21 períodos.
Em setembro, a Nasdaq acumula valorização de 0,52% e permanece próxima da máxima histórica de 27.190 pontos.
Para ganhar maior consistência compradora, o índice precisa superar inicialmente os 26.875 pontos e, na sequência, o recorde de 27.190 pontos. O rompimento desse topo poderá abrir espaço para objetivos em 27.545/27.895 pontos e, posteriormente, em 28.330/29.000 pontos.
No campo vendedor, acompanho os suportes em 26.360/25.910 pontos. A perda dessa região poderá levar o índice até 25.260/24.425 pontos. Caso essa segunda faixa também seja rompida, vejo espaço para uma correção até 24.200/23.320 pontos.

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Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 encerrou a última semana com leve movimento negativo. No gráfico diário, observo a formação de um doji, configuração que demonstra equilíbrio entre compradores e vendedores e mantém indefinido o próximo movimento.
O índice segue acima das médias móveis e ainda pode voltar a testar a máxima histórica de 7.815 pontos. Em setembro, acumula alta de 0,19% e está cotado a 7.704 pontos.
Para retomar o movimento comprador, considero necessário superar inicialmente os 7.740 pontos e, posteriormente, a máxima histórica de 7.815 pontos. Acima desse nível, projeto objetivos em 7.955/8.110 pontos e, na sequência, em 8.325/8.605 pontos.
Do lado vendedor, os suportes mais próximos aparecem em 7.636/7.515 pontos. A perda dessa região poderá ampliar o fluxo de baixa até 7.285/7.222 pontos. Abaixo dessas faixas, o índice poderá buscar os 7.045 pontos.

Análise do Bitcoin
No gráfico diário, observo que o Bitcoin permanece lateralizado após a forte valorização recente. O ativo negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e mantém a possibilidade de retomar o fluxo comprador.
A criptomoeda continua acima dos US$ 70.000 e próxima dos US$ 80.000. Para iniciar uma nova etapa de alta, considero necessário superar as resistências em US$ 81.270/US$ 82.850.
Acima dessa região, os próximos objetivos aparecem em US$ 84.650/US$ 91.225, com alvos mais longos nos US$ 97.925 e na marca de US$ 100.000.
Para iniciar um movimento de correção, o Bitcoin precisa perder os suportes em US$ 78.965/US$ 74.450/US$ 67.280. Nesse cenário, acompanho as próximas regiões em US$ 62.275/US$ 57.800, com objetivos mais longos em US$ 52.550/US$ 49.000.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Guias de análise técnica:
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