IPCA-15 registra deflação de 0,40% em agosto, mais intensa que o esperado
A inflação anual do Brasil desacelerou para dentro da faixa de tolerância no início de agosto, o que indica aos membros do Comitê de Política Monetária mais margem de manobra enquanto avaliam se devem prolongar seu ciclo de flexibilização.O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira, mostrou que os preços ao consumidor subiram 4,24% em 12 meses, abaixo da previsão mediana de 4,33% de economistas consultados pela Bloomberg.Os preços caíram 0,4% no mês, uma deflação maior que a queda de 0,32% esperada pelo mercado. A meta de inflação do Brasil é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.(Fonte: Dados compilados pela Bloomberg)A economia brasileira está se desacelerando gradualmente devido aos elevados custos de financiamento. No entanto, com a temporada eleitoral em andamento e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliando os gastos sociais enquanto busca um quarto mandato nas eleições de outubro, a demanda permanece firme, enquanto os investidores se mostram cada vez mais apreensivos com as finanças públicas do Brasil.Essas pressões sobre os preços internos, combinadas com o aumento dos custos de energia causado pelo conflito no Oriente Médio, contribuíram para elevar a taxa de inflação anual nos últimos meses.Leia também: Mercado subestima risco das eleições no Brasil, avalia Morgan StanleyNo início de agosto, o Banco Central reduziu a Selic, taxa de referência, para 14% — seu quarto corte consecutivo de um quarto de ponto —, mas deixou em aberto seu próximo passo. A próxima reunião de política monetária ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro.Tanto Lula quanto seu principal adversário, o senador de direita Flávio Bolsonaro, têm criticado os custos de financiamento extremamente elevados no Brasil. Lula tem pressionado o Banco Central a reduzir drasticamente a Selic, enquanto Bolsonaro aponta as altas taxas de juros como um sinal de que os gastos do governo estão fora de controle.--Com a colaboração de Giovanna Serafim.Veja mais em bloomberg.com Leia tambémAlta dos Treasuries pressiona América Latina e acende alerta para Brasil e México



























