Eduardo Bolsonaro ironiza saída da Häagen-Dazs do Brasil: “É culpa do Bolsonaro!”

O ex-Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais para ironizar nesta quarta-feira (26) a saída da Häagen-Dazs do mercado brasileiro. Ao compartilhar uma reportagem sobre o fim da distribuição da marca no país, o ex-deputado escreveu: “É culpa do Bolsonaro!”.

A provocação faz referência ao pai, Jair Bolsonaro (PL), e ocorre em meio à exploração política do encerramento das atividades da marca no Brasil. A General Mills, dona da Häagen-Dazs, porém, atribuiu a decisão a uma reorganização do portfólio da companhia e não ao cenário político ou econômico brasileiro.
A marca estava presente no país desde 1997. Segundo a General Mills, a distribuição já foi encerrada, mas os produtos ainda podem ser encontrados enquanto durarem os estoques. A empresa não informou se pretende retomar a operação no futuro.
Reorganização da marca
O movimento começou a ganhar forma em março, quando a General Mills anunciou a venda de sua operação brasileira para o grupo 3corações por R$ 800 milhões.
O negócio incluiu as marcas Yoki e Kitano, além de instalações em Pouso Alegre, em Minas Gerais, e Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. Na ocasião, a multinacional afirmou que o desinvestimento fazia parte de uma estratégia para concentrar recursos em negócios considerados prioritários globalmente.
A Häagen-Dazs ficou fora dessa transação. Os sorvetes vendidos no Brasil eram importados, e a marca passou a ser comercializada principalmente no varejo depois de encerrar suas lojas próprias no país, em 2018.
As operações brasileiras vendidas à 3corações haviam gerado aproximadamente US$ 350 milhões em receita para a General Mills no ano fiscal de 2025.
Mercado em expansão
A saída ocorre enquanto o segmento de sorvetes premium mantém crescimento no Brasil. O setor reúne mais de 11 mil empresas e movimenta mais de R$ 14 bilhões por ano, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes.
O mercado premium cresce entre 8% e 10% ao ano globalmente e o Brasil avança acima dessa média, de acordo com levantamento publicado nesta semana.


























