Ásia fecha em alta com esperança de cessar-fogo no Oriente Médio; Europa opera mista com dados fracos no varejo britânico

Os mercados asiáticos fecham nesta quarta-feira (26) em alta. O Nikkei 225 (Japão) fecha em alta de 0,62%, o Hang Seng (Hong Kong) em alta de 0,56%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,59% e o Kospi (Coreia do Sul) em alta de 0,97%. Na China, ações ligadas a dividendos (energia, bancos e transporte) sobem 4,1% no mês, contra queda de 0,2% do índice de chips e inteligência artificial Star Market 50 movimento que as fontes atribuem a dados econômicos de julho mais fracos que o esperado, que derrubaram os rendimentos dos títulos soberanos chineses e reforçaram a demanda por ativos defensivos. Na Coreia do Sul, rumores de um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, incluindo livre navegação no Estreito de Hormuz, turbinaram ações de aéreas e construtoras e pressionaram papéis ligados a frete marítimo. O Banco da Coreia decide os juros ainda hoje à noite, com o mercado esperando elevação para 3,00%, ante 2,75% atualmente.
No radar corporativo, a Hyundai Engineering & Construction (000720.KS) disparou com especulação de que poderá participar de projetos de reconstrução no Irã caso o cessar-fogo se confirme; as ações fecham o pregão em alta de 7,67%.
Já a HMM (011200.KS), maior armadora da Coreia do Sul, recuou com a expectativa de queda nas tarifas de frete marítimo caso as tensões no Estreito de Hormuz de fato arrefeçam; o papel fecha o pregão em queda de 5,58%.
Os mercados europeus operam nesta quarta-feira (26) em direções mistas no início do pregão. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em queda de 0,13%, o DAX (Alemanha) em alta de 0,15% e o CAC 40 (França) em alta de 0,50%. No Reino Unido, a pesquisa de comércio varejista da CBI veio bem pior do que o esperado em agosto, em -48 pontos, ante expectativa de -35 e leitura anterior de -26 a terceira leitura negativa seguida. Em paralelo, o petróleo recua com o avanço das negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Hormuz: o Brent cai 2,6%, para US$ 86,30 o barril, pressionando as principais petroleiras do continente. O governo britânico também anunciou um pacote de 10 bilhões de libras para construção habitacional de baixo custo. De olho no restante do pregão, o mercado aguarda o dado de inflação PCE nos Estados Unidos e o balanço da Nvidia.
No radar corporativo, o Deutsche Bank (DBK.DE) deu início formal a um programa de recompra de 500 milhões de euros aprovado pelo Banco Central Europeu, e ganhou destaque em uma nova plataforma de inteligência artificial do Google Cloud voltada a serviços financeiros; as ações operam em alta de 4,22% no pregão de hoje.
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