Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual

A bolsa brasileira tem algumas empresas que já são figurinhas carimbadas entre as mais negociadas pelos investidores, como Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4), por exemplo. Porém, no mês de julho, esses papéis foram desbancados por uma outra companhia entre um grupo específico de acionistas: a Ambev (ABEV3).
Nas negociações de investidores pessoas jurídicas (PJ), a Ambev ocupou o topo da lista de ações com maior liquidez.
Segundo o levantamento DataWise+, publicado pela B3 nesta terça-feira (25), a gigante das bebidas também fez parte parte, pela primeira vez em 2026, do top 10 geral de ações mais negociadas na B3. Ou seja, o ranking que considera as negociações todos os perfis de investidor: pessoa física, jurídica, fundos, investidores estrangeiros e instituições financeiras.
Para a Ambev entrar no top 10, quem cedeu lugar foi a Itaúsa (ITSA4), que ocupava a oitava posição no mês anterior.
Veja o ranking completo:
RankingEmpresaAção1ºPetrobrasPETR42ºValeVALE33ºItaúITUB44ºAxiaAXIA35ºBradescoBBDC46ºB3B3SA37ºAmbevABEV38ºBTG PactualBPAC119ºPetrobrasPETR310ºPrioPRIO3 Fonte: DataWise+Os dados consideram o volume financeiro total movimentado na ponta compradora, calculado a partir do preço e da quantidade de papéis adquiridos no período.
Entre os investidores pessoas jurídicas, que foi o grupo dominado pela Ambev, o top 10 completo é:
RankingEmpresaPessoa Jurídica1ºAmbevABEV32ºValeVALE33ºItaúITUB44ºGrupo UltraUGPA35ºMBRFMBRF36ºPetrobrasPETR47ºCSN MineraçãoCMIN38ºRede D'OrRDOR39ºTOTVSTOTS310ºSuzanoSUZB3 Fonte: DataWise+O que movimentou a Ambev no último mês?
O maior volume de negociação da Ambev no mês aconteceu no mesmo dia de divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026, publicado em 30 de julho. Neste pregão, mais de 70,8 milhões de ações da empresa de bebidas foram compradas.
No dia 30, as ações fecharam em alta tímida de 0,38%.
Para recapitular: a Ambev registrou um lucro líquido de R$ 3,47 bilhões, um avanço de 24,5% no ano e acima das expectativas do mercado. Ainda assim, no dia, o papel chegou a cair mais de 3% em reação aos resultados e se recuperou ao longo das negociações.
Na ocasião, analistas do BTG Pactual, Itaú BBA, Citi e XP Investimentos avaliaram que a qualidade dos resultados da Ambev ofuscou a surpresa positiva no lucro.
Para os especialistas, os ganhos foram muito dependentes de itens tributários e financeiros, enquanto a performance operacional frustrou as expectativas e nem mesmo a Copa do Mundo foi o suficiente para animar parte do mercado.
No ano, as negociações do dia 30 de julho só ficaram para trás de 5 de maio — quando a empresa movimentou 109,89 milhões de papéis, também impulsionada pelo balanço do primeiro trimestre — e 29 de maio, quando negociou 86,4 milhões de ativos.
Dentre os analistas que recomendam a compra de ABEV3 está o BTG Pactual, que tem preço-alvo de R$ 20. Em relação ao fechamento desta terça-feira (25), o potencial de alta é de até 30,6%.
Desde o início de 2026, a ação da fabricante de bebidas acumula alta de 12,16%.
Outros ativos mais negociados na B3
O DataWise+ também faz o levantamento de outras classes de ativos negociadas na B3.
Em relação aos fundos imobiliários, o FII WTXA11, da Genial, foi o mais negociado em julho, seguido por GSFI11, da Capitânia Investimentos, e HSLG11, da HSI Gestora de Fundos Imobiliários.
Entre os ETFs (fundos de índice, na sigla em inglês), o BOVA11 liderou, à frente de SMAL11 e BOVV11, enquanto o ranking de BDRs (ativos que representam ações estrangeiras na bolsa brasileira) foi puxado por Micron (MUTC34), Nvidia (NVDC34) e Aura Minerals (AURA33).
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