O risco fiscal para o próximo governo
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!Reduzir o limite de crescimento das despesas previsto no arcabouço fiscal, hoje em 2,5% ao ano, para um patamar mais baixo, como 1,5%, seria uma sinalização importante de ajuste nas contas públicas, mas não resolveria o desequilíbrio fiscal brasileiro. A avaliação é de Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA e ex-secretário do Tesouro Nacional, em entrevista ao podcast Radar Eleitoral, da Bloomberg Línea.Segundo Bittencourt, o limite do arcabouço é um número que pode ser alterado de uma maneira simples pelo Congresso, por lei ordinária. O problema, segundo ele, está em outro lugar: no crescimento das despesas obrigatórias, que é definido por regras constitucionais e cresce, hoje, em ritmo mais acelerado."A grande dificuldade está no crescimento das despesas obrigatórias. Para eu mudar a regra de acesso da Previdência, para eu mudar a indexação dos mínimos da saúde e educação, isso só com a Constituição", afirmou. “Basta simplesmente reduzir o limite do arcabouço fiscal, de 2,5% para 1,5%, 2%? Eu acho que é um sinal importante, mas o problema continua ali.” ⇒ Leia a reportagem: Despesas obrigatórias são o maior risco fiscal do próximo governo, diz head do ASAJeferson Bittencourt, head de economia do ASA e ex-secretário do Tesouro Nacional, em entrevista ao podcast Radar Eleitoral, da Bloomberg LíneaNo radar dos mercadosAs ações globais operam em alta nesta terça-feira (25), em meio à recuperação das fabricantes de chips, enquanto o Bitcoin superou brevemente o patamar de US$ 80.000 e o petróleo ampliou as perdas.ㅤ- EUA ampliam sanções. O governo Trump sancionou dezenas de indivíduos e empresas, incluindo entidades na China e em Hong Kong acusadas de apoiar redes iranianas de aquisição de tecnologia. As medidas elevam a pressão sobre Teerã, mas evitam atingir grandes instituições financeiras chinesas. ㅤ- Leapmotor mira 1 milhão de carros. A montadora chinesa prevê entregar 1 milhão de veículos neste ano e superar 100 mil unidades mensais até dezembro, segundo disse o copresidente Michael Wu à Bloomberg TV. A empresa planeja ampliar a produção internacional usando fábricas da Stellantis, inclusive no Brasil. ㅤ- Lego mantém foco em criatividade. A fabricante dinamarquesa descartou criar conjuntos exclusivamente com inteligência artificial, embora use a tecnologia em tarefas padronizadas para aumentar a produtividade. A receita da companhia no primeiro semestre cresceu 21%, para cerca de US$ 6,5 bilhões.→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje🔘 As bolsas ontem (24/08): Dow Jones Industrials (+0,26%), S&P 500 (-0,28%), Nasdaq Composite (-0,77%), Stoxx 600 (+0,01%), Ibovespa (+0,51%)LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →Destaques da Bloomberg Línea:• Braskem chega a acordo com credores para reestruturar US$ 10 bi em dívidas, dizem fontes• Pátria vende 99,5% da Elfa Medicamentos para a Gravataí por valor simbólico• Galípolo alerta para aumento do endividamento com estímulo ao crédito e ao consumo• Também é importante: Chuvas no Brasil reduzem oferta de café premium e pressionam Starbucks, Lavazza e Illy | Consumo fraco pressiona shoppings, mas Allos resiste com dividendos, diz BofA• Opinião Bloomberg: Revolta dos robôs? Modelos de IA preocupam, mas é possível garantir regras e controle• Para não ficar de fora: Vicunha reage a Shein e Shopee, enxuga estoque, amplia portfólio e mira voltar a lucrar⇒ Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.Para receber a íntegra da newsletter na sua caixa de email, registre-se gratuitamente no nosso site.Por hoje é só. Bom dia!Obrigado por ler nossa newsletter matinal.Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)


























