Efeito Mounjaro: farmácias seguem no radar do BTG com boom dos GLP-1e avanço de genéricos
As redes de farmácias seguem surfando uma combinação poderosa: demanda resistente por medicamentos, avanço dos genéricos e o "boom" dos remédios para obesidade e diabetes.
É por isso que o BTG Pactual voltou a defender uma visão positiva para o setor após a divulgação dos dados de julho do Sindusfarma, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos.
O levantamento mostra que as vendas consolidadas da indústria farmacêutica cresceram 9,3% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a junho, o setor ficou praticamente estável.
Os dados divulgados pelo Sindusfarma acompanham o chamado sell-out da indústria.
- Sell-out é a venda feita ao consumidor final. Ou seja, é o quanto efetivamente saiu das prateleiras das farmácias, e não apenas o volume vendido pela indústria para os distribuidores ou varejistas.
Por isso, esse indicador ajuda a medir a demanda real por medicamentos no varejo farmacêutico.
Genéricos seguem em destaque
Dentro do setor, os genéricos continuam chamando atenção. As vendas dessa categoria cresceram 11,2% em julho na comparação com julho de 2025. O desempenho dá sequência a uma trajetória positiva: os genéricos já haviam avançado 9,8% em junho e 7,4% em maio. Para o BTG, esse foi um dos principais destaques positivos dos dados mais recentes.
O banco avalia que o crescimento do setor segue saudável, embora tenha perdido um pouco de força em relação ao ritmo mais acelerado do começo do ano. O sell-out total avançou 13,5% no primeiro trimestre de 2026, contra 9,3% no segundo trimestre.
O efeito dos remédios GLP-1
Outro motor importante para as farmácias são os medicamentos da classe GLP-1, usados no tratamento de obesidade e diabetes. Para as redes de farmácia, esses produtos se tornaram uma fonte relevante de receita.
Segundo o BTG, no segundo trimestre de 2026, os medicamentos GLP-1 representaram 11% do faturamento das empresas acompanhadas pelo banco.
Além disso, esses remédios responderam por aproximadamente 5 pontos percentuais do crescimento combinado de 16% da receita dessas companhias.
BTG mantém recomendação de compra
Mesmo com a normalização do crescimento no trimestre, o BTG manteve o otimismo com as redes de farmácias.
Para os analistas, o setor segue em uma trajetória saudável, apoiado por três fatores principais: avanço dos genéricos, demanda resistente por medicamentos e crescimento dos remédios GLP-1. Com isso, o banco sustentou a recomendação de compra para o segmento.
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