VALE3: veja como foi o desempenho da Vale nos últimos 10 anos
Em 2026, as ações da Vale (VALE3) acumulam uma valorização de aproximadamente 3,7%, considerando a cotação de R$ 72,38 no início do ano e o valor de R$ 75,06 registrado nesta sexta-feira (21). Quando a análise é ampliada para os últimos 12 meses, o desempenho é mais expressivo: os papéis avançam 43,59%, segundo dados do Status Invest.
A companhia está entre as maiores produtoras de minério de ferro do mundo e ocupa uma posição relevante no Ibovespa. Atualmente, VALE3 representa 11,238% da carteira teórica do índice, sendo uma das ações com maior influência sobre o principal indicador da bolsa brasileira.
No intervalo de dez anos, o desempenho também chama atenção. As ações encerraram agosto de 2016 cotadas a R$ 16,94. Na comparação com o valor atual de R$ 75,06, os papéis acumulam uma valorização nominal de aproximadamente 343%.
O cálculo considera apenas a oscilação da cotação e não inclui o efeito dos dividendos e juros sobre capital próprio distribuídos pela mineradora durante o período. Também não representa o retorno obtido necessariamente por todos os investidores, já que o resultado depende da data e do preço de aquisição dos papéis.
O que movimentou as ações da Vale?
O período foi marcado por diferentes ciclos do minério de ferro, commodity que influencia diretamente as receitas e os resultados da companhia. As ações também atravessaram momentos de forte volatilidade, como o rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro de 2019, e a posterior recuperação dos preços do minério.
Em maio de 2021, VALE3 chegou à máxima histórica nominal de R$ 120,45. Desde então, os papéis oscilaram em meio às mudanças na demanda chinesa, nos preços internacionais do minério, no câmbio e nos volumes de produção da companhia.
Atualmente, as ações são negociadas abaixo desse recorde, mas acima do menor valor registrado nos últimos 12 meses, de R$ 52,24. No mesmo intervalo, VALE3 chegou à máxima de R$ 90,09.
No segundo trimestre de 2026, a Vale registrou Ebitda proforma de US$ 4,1 bilhões, crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o resultado refletiu preços realizados mais altos e o aumento dos volumes de vendas.
O fluxo de caixa livre recorrente alcançou US$ 1,505 bilhão, avanço anual de US$ 497 milhões. Já a dívida líquida expandida terminou o trimestre em US$ 16,7 bilhões, uma redução de US$ 1,1 bilhão na comparação com os três meses anteriores.
Além da valorização das ações, a mineradora mantém sua atratividade entre investidores que buscam renda. Nos últimos 12 meses, a companhia distribuiu R$ 5,6125 por ação e apresentou dividend yield de 7,47%, conforme o Status Invest.
É importante destacar que o mercado de ações opera em ciclos e que resultados anteriores não garantem retornos futuros. No caso da Vale (VALE3), o desempenho continua ligado a fatores como preços do minério de ferro, demanda global, câmbio, produção, custos e capacidade de geração de caixa da companhia.

























































