Brent avança mais de 2% e reacende temor de inflação; futuros de NY ficam estáveis
Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta quinta-feira (20), enquanto os Treasuries de prazo mais longo voltaram a cair, com a alta dos preços do petróleo trazendo novamente os riscos de inflação para o centro das atenções dos investidores.Os Treasuries retomaram as quedas, com o rendimento dos títulos de 30 anos em alta de três pontos-base, a 5,22%, à medida que perdeu força o impacto da iniciativa do secretário do Tesouro, Scott Bessent, para conter os custos de financiamento. O Brent caminhava para US$ 94 o barril. O dólar ampliou as perdas, enquanto o ouro recuou. O Bitcoin era negociado acima de US$ 70.000 pela primeira vez desde junho.Na Europa, o Stoxx 600 recuou levemente e ampliou sua mais longa sequência de perdas de 2026. Os títulos públicos tiveram desempenho misto. O euro, a libra e o franco suíço avançaram frente ao dólar.Os operadores reavaliam o cenário depois que Bessent anunciou um aumento inesperado nas recompras de títulos de longo prazo para conter a alta dos rendimentos, que haviam atingido o maior nível em quase duas décadas. Os rendimentos elevados têm limitado a valorização das ações, e o S&P 500 ainda acumula queda desde segunda-feira, depois de atingir máxima recorde na semana passada."Se há uma razão estrutural para os rendimentos dos títulos subirem gradualmente, uma pequena intervenção de curto prazo permite ganhar algum tempo, mas não necessariamente altera a trajetória de longo prazo", disse Graham Secker, chefe de estratégia de ações da Pictet Wealth Management.🔘 As bolsas ontem (19/08): Dow Jones Industrials (+0,22%), S&P 500 (+0,22%), Nasdaq Composite (+0,16%), Stoxx 600 (-0,11%), Ibovespa (+0,90%)Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (20 de agosto):- Trump ameaça ampliar pressão sobre o Irã. O presidente dos EUA prometeu um “Dia D econômico” contra Teerã e ameaçou impor consequências a países e empresas que mantenham apoio financeiro ou comercial ao regime, em uma ofensiva que pode atingir especialmente a China, principal compradora do petróleo iraniano.- Aumenta pressão sobre o dólar. A decisão do Tesouro dos EUA de dobrar as recompras planejadas de títulos de até 30 anos reforçou entre investidores a percepção de que Washington está mais disposto a intervir. A estratégia pode reduzir a atratividade dos ativos em dólar e favorecer moedas asiáticas e o ouro.- Agro na mira dos russos na Ucrânia. A escalada dos ataques aos portos de Odesa reduziu os embarques de grãos a uma fração da capacidade e ameaça aprofundar as perdas dos agricultores. A Ucrânia, que depende do Mar Negro para escoar essas exportações, pode perder até US$ 2,5 bilhões neste ano com o bloqueio.→ Assine a newsletter matinal Breakfast, uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque em negócios e finanças no Brasil e no mundo.-- Com informações da Bloomberg News.Veja mais em bloomberg.comLeia tambémIA deixa C-Level vulnerável e leva à ‘realfabetização’, diz CEO da Ânima Empresas























































