Inflação persiste, mas a culpa não é do auxílio de R$ 400

Preços em alta no mundo e dólar pressionam bolso do brasileiro

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A inflação continuará sacrificando o bolso do brasileiro ao menos até o próximo ano e será cada vez mais difundida entre os itens que respondem por grande parte dos gastos da população: moradia (contas de luz, gás), alimentação e transporte. Embora a semana tenha sido marcada pelas discussões em torno do Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família, não será esse gasto que manterá os preços em alta.

“O auxílio não altera a dinâmica da inflação. Isso não causa preocupação no curto prazo, porque hoje a inflação não é de demanda, é mais de custo”, diz Guilherme Dietze, economista da Fecomercio-SP.

O Bolsa Família paga, em média, R$ 189 aos cerca de 14 milhões de beneficiários. O novo programa social quer ampliar o número de pessoas em 3 milhões, para 17 milhões, e elevar o valor para R$ 400.

Essa mudança injetaria R$ 30 bilhões por ano na economia, o que é considerado insuficiente por economistas para pressionar a inflação.

A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 10,25% nos 12 meses encerrados em setembro. Mas quem paga as contas de consumo de uma casa ou vai ao supermercado sabe que, em diversos itens, a alta foi muito maior. Os dados do IBGE mostram que o arroz subiu 11,37% em um ano. A farinha de trigo e o frango, 12,42% e 26,78%, respectivamente. Já no caso do acém, o preço ficou em média 28,85% mais caro.

Essa inflação de alimentos, que também atinge itens ligados à energia e a transportes, tem dois componentes. Um é externo. Há uma demanda maior por matérias-primas (insumos utilizados para a produção de diversos bens, inclusive alimentícios) no mundo todo, então os preços sobem.

O segundo é interno. A alta do dólar, fruto em parte da instabilidade (política) interna, tem pressionado os preços de itens com componentes importados ou que sofrem concorrência com compradores internacionais. Nessa lista, entram combustível, alimentos, eletroeletrônicos e automóveis

“Temos um problema de renda limitada. O brasileiro está com menos capacidade de gastar. Por isso, não é a demanda que vai causar aumento de preço. O que causa a inflação atual é a menor oferta e o aumento de custos”, explica Silvio Paixão, professor de macroeconomia da Fipecafi.

O boletim Focus, em que o Banco Central compila as projeções de diferentes instituições financeiras, mostra que o mercado financeiro espera uma inflação de 8,69% neste ano e de 4,18%, em 2022. O problema é que semana a semana as apostas estão sendo calibradas para cima, refletindo justamente a persistência do aumento de custos e da cotação do dólar.

A gestora ASA Investments, por exemplo, já ajustou sua projeção de inflação para 9,2% para este ano. E com preços mais altos, a casa também espera uma atuação maior do Banco Central em relação aos juros. Isso porque os juros mais altos tendem a conter a alta dos preços.

A próxima reunião do Copom do BC, que decide a taxa Selic, é na próxima semana. A aposta majoritária do mercado ainda é no aumento de um ponto percentual, levando a Selic para 7,25% ao ano, mas a ASA já espera uma alta de 1,5 ponto, para 7,75%.

Para Flavio Serrano, economista da Greenbay, o que pode contribuir para uma inflação mais amena, além da atuação do BC, é a dissipação desses choques de preços, ou seja, uma inércia que fará com que os repasses sejam menores.

“Mas isso considerando um câmbio entre R$ 5,20 e R$ 5,30. O ambiente político, no entanto, leva a um câmbio mais depreciado (com maior cotação do dólar), o que eleva a expectativa de inflação”, diz.

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