Entenda os impactos do coronavírus na economia global
O avanço do novo coronavírus vem afetando diretamente os mercados ao redor do mundo e, junto com ele, também tem elevado as preocupações dos investidores sobre os impactos na economia global.
Por conta disso, as bolsas de valores estão constantemente no radar de vários veículos, uma vez que são afetadas pelas repercussões e enfrentam oscilações ainda maiores do que o comum para o mercado de renda variável.
Apesar do vírus estar concentrado em maior parte na China, a doença já se espalhou por mais de 60 países de todos os continentes, provocando o fechamento de fábricas e comércios e interrupção em atividades de produção.
No Brasil já foram confirmados três casos de pessoas infectadas com o vírus, além de mais de 400 casos suspeitos. No dia 2 de março, o Ministério da Saúde divulgou os números e apontou que os indivíduos com coronavírus estiveram recentemente na Itália e seguem em isolamento domiciliar.
O TradeMap levantou os principais impactos causados pelo coronavírus na economia global e por aqui. Veja só:
Primeiros efeitos do coronavírusA segunda maior economia do mundo, a China, já enfrenta um grande abalo por causa do coronavírus e tem fechado várias fábricas e centros comerciais. Além disso, o país também colocou regiões sob quarentenas e, consequentemente, deixado um número grande de chineses em casa por medo do contágio.
Dessa forma, essas alterações vêm mexendo com o consumo e atividade econômica não só da China, mas também de outros países que mantêm relações comerciais com os chineses.
Até mesmo a produção de mel da região foi afetada, uma vez que a China, maior produtora mundial, encontra um sério problema nas restrições de viagens adotadas para conter uma epidemia. Como consequência disso, os apicultores ficam presos em casa e, assim, deixarão as abelhas sem alimento por dias.
Além da China, alguns países também estão sofrendo devido à doença, como a Coreia do Sul, Itália, Irã e Japão. Fora que viagens aéreas internacionais também têm sido canceladas com frequência ao redor de todo mundo.
Outros eventos também foram suspensos, como os parques da Disney em Tóquio ou uma maratona em Paris.
Como o coronavírus mexe com os investimentos?Os investimentos muitas vezes são geridos por especulações no mercado, ou seja, qualquer informação pode influenciar os papéis tanto para cima quanto para baixo.
O mercado de capitais é o principal tipo de investimento afetado em casos como a propagação do coronavírus, já que a grande maioria das empresas negociadas nas bolsas de valores bate de frente com as decisões dos governos para conter um possível contágio ainda maior da doença.
Um bom exemplo disso são as viagens aéreas canceladas, como dito anteriormente neste artigo. Companhias como a Gol e a Azul, listadas na Bolsa de Valores de São Paulo, já caíram mais de 20% no acumulado do mês, uma vez que a procura pelos serviços aéreos tem sido bem menor.
Isso significa que existe um efeito cascata, ou seja, a cadeia de eventos estão interligados.
Por conta disso, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2020, passando de 2,9% para 2,4%, o menor nível de expansão desde 2009.
PIB brasileiro“A principal mensagem para esse cenário de recuo é de que ele colocará muitos países em recessão, motivo pelo qual pedimos que medidas urgentes sejam adotadas nas áreas afetadas o mais rápido possível”
disse à Reuters a economista-chefe da OCDE, Laurence Boone.
As repercussões sobre os impactos do coronavírus também têm pesado nas projeções do crescimento da economia brasileira. No último relatório Focus do Banco Central, divulgado no dia 2 de março, os economistas consultados acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 2,17% em 2020, ante 2,20% na semana anterior.
Nesta semana, o IBGE divulgou os números oficiais do PIB do quarto trimestre e do ano de 2019. Leia mais clicando aqui.
Para acompanhar a cotação da bolsa brasileira em tempo real, baixe o TradeMap ou acesse o Portal Web.
Foto: Benoit Tessier/Reuters



















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