Nesta terça-feira (19) de agenda esvaziada, os investidores estão atentos às últimas informações que vêm de Brasília sobre as paralisações de servidores públicos, que vêm atrasando a divulgação de indicadores e o desembaraço de cargas importadas em portos e aeroportos.
De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, o governo avalia ceder mais nas negociações por reajuste salarial, após as principais categorias demonstrarem insatisfação com o aumento linear de 5%. Além de maiores salários, integrantes do Executivo estariam apontando a possibilidade de conceder aumento do vale-alimentação e de diárias para viagens.
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Está em estudo ainda a criação de mais mil vagas em concursos da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Apesar de atacada como insuficiente pelos funcionários públicos, que pedem 20% de aumento, um reajuste de 5% teria um impacto nos cofres públicos de R$ 7,9 bilhões aos Três Poderes somente neste ano, segundo a Folha.
A pressão do funcionalismo acirra os temores de que o descontrole fiscal se intensifique neste ano, e coloca pressão nos juros futuros.
Às 10h, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulga a Sondagem Industrial de março, pesquisa com empresários que antecipa a tendência da atividade da indústria e expectativas do setor.
Em fevereiro, o levantamento havia mostrado alta na utilização da capacidade instalada, mas o indicador ainda estava 1 ponto percentual abaixo do registrado em fevereiro de 2021.
O dia ainda terá participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na reunião de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Bolsas internacionais
Os principais mercados internacionais operam em queda na manhã desta terça.
Nos EUA, em semana de divulgação de resultados corporativos importante, os mercados futuros estavam no vermelho por volta das 8h05: o Dow Jones caía 0,08%, o S&P 500 recuava 0,12% e o Nasdaq estava em queda de 0,19%. O Euro Stoxx 50 recuava 1,13%.