O Magazine Luiza (MGLU3) divulgou que seu conselho administrativo aprovou ontem, 30, a realização de uma oferta pública de distribuição primária e secundária de ações ordinárias (follow on).
De acordo com o fato relevante, a oferta primária vai consistir em 90 milhões de novos ativos ON de emissão da Magalu, com esforços restritos de colocação.
Até a data do procedimento de Bookbuilding, em 12 de novembro, a oferta da companhia poderá ser acrescida em até 33% do total de ações iniciais, ou seja, 30 milhões de papéis ordinários, sendo 10 milhões na distribuição primária e 20 milhões para os acionistas vendedores.
Os recursos levantados serão destinados, segundo o Magazine, para “investimentos em ativos de longo prazo, incluindo (a) a expansão da plataforma de marketplace, (b) investimentos em tecnologia, inovação, pesquisa e desenvolvimento, (c) automação dos centos de distribuição, (d) iniciativas em serviços digitais, (e) expansão de novas categorias, (f) abertura de novas lojas, (g) transformação das lojas existentes em mini-centros de distribuição e (h) aquisições estratégicas”.
Se considerarmos o preço de fechamento da varejista no pregão de ontem, em R$ 44,02, o follow on poderia movimentar cerca de R$ 3,96 bilhões ou R$ 5,28 bilhões (com as ações adicionais).
Os bancos coordenadores da oferta são:
- Itaú BBA
- Banco BTG Pactual
- Bank of America
- P. Morgan
- BB Investimentos
- Bradesco BBI
- Morgan Stanley
- Santander
O que é Bookbuilding?
De um modo resumido, o Bookbuilding é o processo em que o coordenador da oferta estuda e avalia, em conjunto com os investidores, como seria a demanda de seus ativos no mercado.
Dessa forma, a empresa que pretende abrir capital ou fazer novas ofertas deve saber qual a intenção de compra dos acionistas e chegar a um preço razoável para o IPO ou follow on. Leia mais.
Lucro líquido
Ontem, a varejista divulgou lucro líquido de R$ 235,1 milhões no terceiro trimestre de 2019, um crescimento de 96,7% frente ao 3T18, quando reportou R$ 119,6 milhões. Já o lucro líquido ajustado – que considera a diluição das despesas financeiras e distribuição de Juros sobre Capital Próprio – atingiu a marca de R$ 136,3 milhões, 12,7% superior em relação ao mesmo período do ano anterior.
Foto: Leandro Fonseca/Exame