Resultados trimestrais: Magalu, Santander e mais companhias

loja Magalu - Divulgação
Magazine Luiza (MGLU3)

A varejista Magazine Luiza registrou lucro líquido de R$ 235,1 milhões no terceiro trimestre de 2019, um crescimento de 96,7% frente ao 3T18, quando reportou R$ 119,6 milhões. Já o lucro líquido ajustado – que considera a diluição das despesas financeiras e distribuição de Juros sobre Capital Próprio – atingiu a marca de R$ 136,3 milhões, 12,7% superior em relação ao mesmo período do ano anterior.

A companhia aponta que as vendas do e-commerce cresceram 96% neste trimestre e somou R$ 3,3 bilhões, sendo representado por 48,3% das vendas totais. O marketplace, por sua vez, obteve alta de 300,3% e contribuiu com R$ 853,7 milhões.

Já a receita líquida reportou crescimento de 32,5 p.p., passando de R$ 3,670 bilhões no terceiro trimestre de 2018 para R$ 4,864 no 3T19.

“O terceiro trimestre de 2019 foi um período muito positivo para o Magalu. Nossas vendas totais aumentaram 47% em bases anuais, considerando a excelente performance da Netshoes. Excluindo-se as vendas da Netshoes, as vendas do Magalu cresceram expressivos 32%”, informou o Magazine em release ao mercado.

Na bolsa, os papéis da Magalu lideram as maiores altas do Ibovespa. Às 11h30, os ativos registravam alta de 4,18%.

Magazine Luiza, às 11h30, no TradeMap
Magazine Luiza, às 11h30, no TradeMap
Santander (SANB3; SANB4; SANB11)

O Santander Brasil apresentou lucro líquido gerencial – que corresponde ao lucro líquido societário, com a exclusão do resultado extraordinário e a reversão de 100% da despesa de amortização do ágio – de R$ 3,705 bilhões no 3T19, aumento de 1,9% ante o mesmo período de 2018.

O lucro líquido societário também teve um desempenho positivo no terceiro trimestre deste ano, apresentando alta de 5,8%, de R$ 3,410 bilhões para R$ 3,608. Em nove meses, houve crescimento de 18,1%.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), ajustado pelo ágio, atingiu 21,2% no acumulado dos nove meses, alta de 1,8 p.p. em doze meses. No trimestre o índice atingiu 21,1% com leve queda de 0,2%.

Raia Drogasil (RADL3)

A Raia Drogasil reportou lucro líquido ajustado de R$ 152,5 milhões no terceiro trimestre de 2019, valor 16,3% superior frente ao mesmo intervalo de tempo do ano passado. Com o IFRS 16, a companhia deteve aumento de 12,5%, passando de R$ 120,4 milhões para R$ 135, 5 milhões.

Acompanhando a alta, a receita líquida da companhia registrou R$ 4,6 bilhões, crescimento de 22,5% no comparativo anual. O resultado leva em consideração a compra da drogaria Onofre.

A Drogasil ainda informou que pretende abrir cerca de 240 novas lojas em 2020 no início deste mês, fazendo seus papéis subirem na bolsa brasileira. No 3T19, os ativos da drogaria tiveram valorização de 25,9%, contra 3,7% do Ibovespa – principal índice acionário da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

Smiles (SMLS3)

A Smiles teve um desempenho 29,5% inferior em seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2019, passando de R$ 212,1 milhões no 3T18 para R$ 149,6 milhões. Em relação ao 2T19, houve queda 4 p.p., quando havia registrado R$ 155,7 milhões.

A receita líquida, por sua vez, apresentou alta de 6,1% frente ao terceiro trimestre de 2018, atingindo R$ 279,3. De acordo com a Smiles, o número atingiu a máxima histórica da companhia.

“Mesmo diante de um cenário desafiador — aumento de yields e de taxa de ocupação na Gol, nossa principal parceira — a Smiles obteve excelente receita de resgate de milhas, com expansão de 12,6% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, o que mostra o engajamento da base clientes”, informou a empresa em nota.

Cielo (CIEL3)

A Cielo registrou lucro líquido de R$ 358,1 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 51,7% frente ao 3T18, que somou R$ 740,8 milhões.

A receita operacional líquida atingiu R$ 2,799, queda de 5,5%.

Para analistas do Itaú BBA, os resultados financeiros da Cielo foram fracos, mesmo com o crescimento de TPV (Total Payments Volume).

“A Cielo anunciou em 19 de setembro a distribuição de JCP relativos ao 3T19 equivalentes a R$ 78,1 milhões. Em 29 de outubro, a companhia divulgou JCP complementar equivalente a R$ 42,0 milhões, totalizando R$120,1 milhões que serão pagos em 18 de novembro”, informou a empresa em nota.

No início do pregão de hoje, os papéis da Cielo lideravam as maiores baixas do Índice Bovespa. Às 10h50, os ativos caiam mais de 4%. Acompanhe em tempo real pelo TradeMap.

Cielo, às 10h50, no TradeMap
Cielo, às 10h50, no TradeMap

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau apresentou lucro líquido de R$ 289 milhões no 3T19, o que representa um valor 63,5% inferior em relação ao terceiro trimestre de 2018.

A receita líquida da metalúrgica caiu 22,6% no comparativo anual, passando de R$ 12,836 bilhões no 3T18 para R$ 9,931 bilhões no 3º tri/19.

A Gerdau ainda informou que foi aprovado o pagamento de dividendos, no montante de R$ 68 milhões, sendo R$ 0,04 por ação. Ficando assim:

  • Data do pagamento: 25 de novembro de 2019
  • Data base: posição de ações em 11 de novembro de 2019
  • Data ex-dividendos: 12 de novembro de 2019
Multiplan (MULT3)

A Multiplan reportou lucro líquido de R$ 121,525 milhões no terceiro trimestre de 2019, o que apresenta um crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia teve receita líquida com desempenho positivo, passando de R$ 304,138 bilhões para R$ 328,598 (+8%).

“Os lojistas dos shopping centers da Multiplan registraram vendas de R$ 3,8 bilhões no 3T19, um aumento de 5,2% sobre o 3T18”, informou a companhia em seu release.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias avisou ao mercado que teve prejuízo líquido de R$ 408,6 milhões no terceiro trimestre de 2019. No 3T18, a companhia havia somado R$ 94 milhões.

Em termos recorrentes, a Ecorodovias registrou lucro de R$ 58,2 milhões, queda de 36,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando reportou R$ 91,7 milhões.

Duratex (DTEX3)

A Duratex teve lucro líquido recorrente de R$ 30,5 milhões no 3T19, uma queda de 50,5% em relação ao terceiro trimestre de 2018.

Já o lucro líquido consolidado registrou desempenho 92,6% inferior frente ao mesmo intervalo de tempo do ano passado, passando de R$ 376,348 mi para R$ 27,715 milhões.

Foto: Divulgação

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