Inflação nos EUA e no Brasil, PEC da Transição e balanços – veja o que importa hoje

Itaú Unibanco (ITUB4), Magazine Luiza (MGLU3) e Marfrig (MRFG3) estão entre as empresas que informam os resultados do terceiro trimestre

Foto: Shutterstock/Tatiana Popova

O Federal Reserve, banco central dos EUA, conseguirá desacelerar o ritmo de aumento dos juros em dezembro? O dado de inflação ao consumidor americano em outubro, que será informado nesta quinta-feira (10), ajudará a calibrar as expectativas do mercado para o próximo encontro.

O CPI (índice de preços ao consumidor) mostrará se os preços continuam pressionados na maior economia do mundo, e será informado às 10h30. A expectativa de analistas é que o indicador tenha avançado 0,6% no mês passado, e que o núcleo (medida que exclui os itens mais voláteis) tenha subido 0,5%.

Leia também:
Payroll: Desemprego maior nos EUA eleva chance de alta menor de juros e anima mercado

Na última reunião do Fed, o presidente da instituição, Jerome Powell, sinalizou que o ritmo pode diminuir dos atuais 0,75 ponto para 0,50 ponto em dezembro ou janeiro, mas ao mesmo tempo indicou que os juros finais devem subir acima do projetado anteriormente pela instituição.

Se o dado de hoje mostrar uma alta de preços persistente, os investidores podem projetar uma alta de juros de 0,75 ponto na reunião de dezembro.

Os mercados ainda repercutem as eleições de meio mandato. Dados divulgados ontem mostram que a chamada “onda vermelha” (ou seja, um cenário em que os republicanos levariam o controle da Câmara por alta margem) não se concretizou, mas os resultados ainda estão em aberto.

Por volta das 8h25, os índices futuros americanos operavam no azul: o Dow Jones subia 0,18%, o S&P 500 estava em alta de 0,28% e o Nasdaq ganhava 0,46%. O índice europeu Euro Stoxx 50 estava em queda de 0,16%.

Por que isso importa?

Controlar a inflação é o principal objetivo atual dos principais bancos centrais do mundo. Taxas de juros mais elevadas em grandes economias retiram a atratividade de ativos de risco e de países emergentes como o Brasil. Além disso, o movimento de aperto monetário global pode levar a uma recessão da economia mundial. 

IPCA

Por aqui, os mercados acompanham o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês passado, que deve voltar ao terreno positivo após três meses seguidos de queda. A expectativa de analistas ouvidos pela Broadcast é de um aumento de 0,49% no mês.

A prévia do indicador de outubro mostrou um avanço de 0,16%, mas ao mesmo tempo relevou  que uma inflação mais comportada vem se consolidando, com a ajuda das quedas nos preços de combustíveis, aumento dos juros e redução da cotação das commodities no mercado internacional.

Leia mais:
Adeus deflação: IPCA-15 sobe em outubro, mas sinaliza preços sob controle

PEC da Transição

Os olhos estão voltados também para as negociações da equipe de transição do governo Lula com o Congresso. Até agora, se desenha um cenário de abertura de espaço de R$ 175 bilhões no Orçamento de 2023 através de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que terá que ser aprovada ainda neste ano.

Além do valor elevado de despesas fora do teto de gastos, as informações que chegam de Brasília é que se discute excluir benefícios sociais como o Auxílio Brasil de forma permanente da âncora fiscal, o que poderia configurar um cenário de descontrole de gastos.

Saiba mais:
Persio Arida: renúncia de Truss no Reino Unido deve servir de alerta fiscal para o Brasil

Hoje o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, se reúne com o relator geral do Orçamento, senador Marcelo Castro, para discutir os termos da proposta.

Balanços na reta final

Nesta quinta o mercado ainda repercute uma bateria de balanços importantes, na reta final da temporada de resultados do terceiro trimestre. Após o forte tombo das ações do Bradesco nesta quarta (9), um dos mais esperados é o do Itaú Unibanco (ITUB4).

Antes da abertura do mercado, informam seus resultados a Azul (AZUL4) e Bradespar (BRAP4).

Após o fechamento, é a vez de Itaú, Ultrapar (UGPA3), Americanas (AMER3), B3 (B3SA3), Locaweb (LWSA3), brMalls (BRML3), Rumo (RAIL3), Eneva (ENEV3), CCR (CCRO3), Cogna Educação (COGN3), Copel (CPLE6), CPFL Energia (CPFE3), Cyrela (CYRE3), Energisa (ENGI11), Eztec (EZTC3), IRB Brasil (IRBR3), JBS (JBSS3), JHSF (JHSF3), Magazine Luiza (MGLU3), Raízen (RAIZ4), Sabesp (SBSP3), Via (VIIA3), Vibra Energia (VBBR3), Marfrig (MRFG3) e YDUQS (YDUQ3).

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.