Nesta semana encurtada por feriados no Brasil e nos EUA, os investidores acompanham a evolução da corrida entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo segundo turno, dados de inflação nos EUA e no Brasil e a ata da última reunião do Federal Reserve, o BC americano.
Nos EUA todos os olhos estarão voltados para o CPI (índice de preços ao consumidor) de setembro, que será publicado na quinta-feira (13) às 9h30. Como o Fed já indicou que sua prioridade no momento é combater a inflação, o indicador deve ajudar a sinalizar até que ponto a alta dos preços americanos está cedendo de fato, ou se uma dose ainda maior de juros será necessária.
Na quarta, dia em que o mercado brasileiro fecha por causa do feriado de Nossa Senhora Aparecida, sairá a ata que detalhará a última reunião de juros do banco central americano, que aconteceu em 21 de setembro.
O Fed já indicou que os juros no país terão um ciclo de alta maior que o esperado, e que é necessário levar a taxa americana a um patamar suficiente para levar a inflação a 2%.
Nesta segunda, em que os mercados de títulos estão fechados por causa do feriado do Dia de Colombo, os índices futuros americanos estão no vermelho: por volta das 8h10, o Dow Jones recuava 0,15%, o S&P 500 caía 0,27% e o Nasdaq operava em queda de 0,40%. No mesmo horário, o Euro Stoxx 50, principal índice europeu, perdia 0,25%.
Leia mais:
Mercados têm reação negativa após Fed sinalizar ciclo de juros maior que esperado nos EUA
Por que isso importa?
A inflação elevada nos Estados Unidos sugere que o Federal Reserve, banco central do país, pode ser obrigado a manter os juros altos por mais tempo ou ser mais agressivo do que o previsto para controlar a alta dos preços. Juros altos são má notícia para as empresas e, consequentemente, para os preços das ações.
Nova deflação e serviços
Por aqui, os olhos continuam voltados para a evolução da disputa entre Bolsonaro e Lula pelo segundo turno, com as pesquisas mostrando uma diferença menor entre os dois candidatos.
O indicador mais esperado é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, que será informado às 9h pelo IBGE. A expectativa dos investidores é de uma nova queda – em relatório, a equipe de macroeconomia do Itaú prevê um recuo de 0,37%.
A prévia do indicador, o IPCA-15, mostrou uma deflação de 0,37%, mostrando que, além de combustíveis, a redução nos preços chegou também a alimentos e alguns serviços, como telecomunicações.
Saiba mais:
Queda do IPCA-15 reforça decisão de BC interromper alta da Selic; juros futuros caem
Os investidores ainda acompanham os dados de serviços em agosto, que serão informados pelo IBGE na próxima sexta-feira (14). Os números ajudarão os economistas a determinarem até que ponto a atividade do setor, que é o que possui maior peso no PIB (Produto Interno Bruto), ainda está aquecida.
Veja abaixo a agenda completa:
Segunda-feira
Às 8h25, o Banco Central informa o Boletim Focus, com projeções de analistas para juros, inflação, câmbio e PIB.
Discursos de membros do Federal Reserve: Charles Evans (Chicago) e Lael Brainard (Diretoria)
Terça-feira
Às 9h, o IBGE informa o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) de setembro.
Quarta-feira
Mercado brasileiro fecha pelo feriado do Dia das Crianças.
Às 15h, o Federal Reserve divulga a ata da última reunião do Fomc (colegiado de política monetária).
Quinta-feira
Às 9h30, a secretaria de estatísticas trabalhistas (BLS) informa o CPI (índice de preços ao consumidor) dos Estados Unidos em setembro.
Às 9h30, o DOE (Departamento de Energia) divulga o número atualizado de estoques de petróleo.
Às 22h30, a China informa o CPI (índice de preços ao consumidor) de setembro.
Sexta-feira
Às 9h, o IBGE divulga a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) de agosto.