Inflação do PCE calibra juros nos EUA – veja o que importa hoje

Investidores ainda repercutem balanço da Cielo, que entregou um lucro 63% maior no 4º trimestre

Foto: Shutterstock/Bigc Studio

A poucos dias da próxima reunião do Federal Reserve, que na próxima quarta-feira (1º) deve reduzir o passo das altas nos juros básicos, o mercado acompanha a divulgação nesta sexta do dado de inflação mais acompanhado pelo colegiado, o PCE (Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal).

O número de dezembro será divulgado às 10h30 pelo escritório de análises estatísticas americano (BEA), e ajudará os investidores a determinarem como os preços estão se comportando na maior economia do mundo. A expectativa é de uma alta de 0,3% no núcleo do indicador (medida que exclui energia e alimentos) na comparação mensal e 4,4% na anual.

Os investidores ainda acompanham dados de confiança do consumidor americano da Universidade de Michigan, que serão informados às 12h. Ontem, o PIB americano do quarto trimestre surpreendeu após mostrar uma alta de 2,9%, uma desaceleração em relação ao dado do terceiro trimestre, uma atividade mais aquecida do que o projetado pelo mercado.

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O sentimento de otimismo com um pouso suave da economia americana (um cenário que evitaria juros ainda mais altos no final deste ano) fez as bolsas à vista fecharem em alta nos EUA ontem.

Na manhã desta sexta, os índices futuros americanos operavam em queda à espera do dado. Por volta das 8h, o Dow Jones caía 0,05%, o S&P 500 recuava 0,26% e o Nasdaq perdia 0,49%. O índice europeu EuroStoxx 50 subia 0,12%.

Reunião sobre ICMS e reação ao balanço da Cielo

Por aqui, a agenda ainda tem uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com governadores às 9h30 no Palácio do Planalto, para discutir a reposição de perdas de arrecadação do ICMS de combustíveis. No ano passado, o Congresso aprovou a limitação da cobrança do imposto, o que reduziu a receita dos estados.

Os investidores ainda repercutem o resultado do quarto trimestre da Cielo (CIEL3), líder do setor de pagamentos, que foi divulgado na noite de ontem.

Impulsionada pelo aumento de preços que praticou ao longo de 2022, a empresa conseguiu elevar as margens e terminou o quarto trimestre do ano passado com um lucro líquido recorrente de R$ 490 milhões, número 63% maior que o anotado em igual período de 2021.

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O resultado ficou muito próximo da projeção mais otimista feita pelo mercado, do Santander, que estimava lucro líquido recorrente de R$ 504 milhões.

 

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