Inflação ao produtor dos EUA e comércio no Brasil – veja o que importa hoje

Índices futuros americanos operam em leve alta na manhã desta quarta-feira

Foto: Shutterstock

Após desabarem ontem com a má notícia de uma inflação ao consumidor disseminada nos Estados Unidos em agosto, dado que sinaliza juros altos por mais tempo, os mercados acompanham nesta quarta-feira (14) outro índice de preços, o PPI (índice de preços ao produtor) do mês passado.

O indicador será divulgado às 9h30 pela secretaria de estatísticas trabalhistas americana (BLS), e a expectativa de analistas é de uma leve queda, de 0,1% na comparação com julho. Um dado pior do que o esperado, mostrando inflação em vez de deflação, pode piorar ainda mais o humor dos mercados, e vice-versa.

Ontem, o CPI (índice de preços ao consumidor) preocupou economistas ao relevar que o núcleo do índice (que exclui itens mais voláteis, como energia e alimentos) subiu 0,6%, o dobro do esperado, o que fez as bolsas americanas caírem com força e contaminarem o Ibovespa.

Por volta das 8h desta quarta-feira (14), os índices futuros americanos tinham leve recuperação: o Dow Jones subia 0,26%, o S&P 500 estava em alta de 0,36% e o Nasdaq ganhava 0,40%. O Euro Stoxx 50, principal índice europeu, estava em queda de 0,33%.

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Por que isso importa?

Controlar a inflação é o principal objetivo atual dos principais bancos centrais do mundo. Taxas de juros mais elevadas em grandes economias retiram a atratividade de ativos de risco e de países emergentes como o Brasil. Além disso, o movimento de aperto monetário global  pode levar a uma recessão da economia global.

Comércio em julho

Nesta manhã, os investidores acompanham ainda os dados da pesquisa de comércio do IBGE para julho, com expectativa de leve alta no desempenho do setor. O número será divulgado às 9h, e deve ajudar os analistas a entenderem o ritmo da atividade econômica brasileira no começo do segundo semestre.

Ontem, o órgão informou que os serviços, que representam 70% do PIB (Produto Interno Bruto), avançaram 1,1% na comparação com junho, registrando o terceiro mês seguido de aceleração.

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O dado veio bem acima dos 0,5% projetados pelo mercado, e deve levar a novas revisões para cima para o desempenho da economia brasileira em 2022. Analistas ouvidos semanalmente pelo Boletim Focus acreditam em um crescimento de 2,39% do PIB neste ano.

 

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