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Ibovespa sobe com alívio com inflação e alta em Wall Street; Locaweb (LWSA3) lidera alta do dia

Ibovespa sobe com alívio com inflação e alta em Wall Street; Locaweb (LWSA3) lidera alta do dia

Já Hapvida (HAPV3), IRB (IRBR3) e Magalu (MGLU3) lideravam a ponta negativa após os balanços do primeiro trimestre

Gráfico de ações

Foto: Shutterstock

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Em um pregão positivo e impulsionado pelas ações de empresas ligadas à economia doméstica, o Ibovespa busca retomar os 110 mil pontos e sobe rumo ao quinto pregão consecutivo de alta.

Por volta das 12h45 desta terça-feira (17), enquanto o índice subia 0,61%, acima dos 108.900 pontos, a principal alta ficava com Locaweb (LWSA3), cuja ação valorizava 12,29%. O tom favorável também conta com o desempenho de Yduqs (YDUQ3), com avanço de 7,90%, e Cogna (COGN3), em alta de 7,42%.

Na visão de Felipe Moura, analista de investimentos da gestora Finacap, o mercado repercute nesta terça o desepemnho do IGP-10 (Índice Geral de Preços) e as falas do diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra.

Em sua visão, os dois fatos corroboram para um arrefecimento da inflação no Brasil, o que acaba aliviando a curva de juros e beneficiando empresas de tecnologia e as mais ligadas à economia interna.

O IGP-10, índice medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,10% em maio, taxa inferior aos 2,48% observados em abril. O analista da Finacap ressalta que o número ficou bem abaixo do consenso do mercado, mostrando uma boa desaceleração da inflação.

Somado a isso, na segunda-feira, o diretor do BC declarou que prefere um cenário de taxa de juros sem novas altas até atingir a meta de inflação. “O mercado esincorporando de forma positiva a fala do diretor, que acabou sinalizando que estamos próximos do fim desse ciclo de aperto monetário”, avalia Moura.

Eletrobras em alta

Também entre os destaques de alta do dia vale mencionar Ecorodovias (ECOR3), com avanço de 6,46%, e Eletrobras (ELET6), em alta de 4,98%, assim como os os papéis ordinários da estatal (ELET3) se valorizavam 4,58%.

A empresa do ramo de energia elétrica divulgou seu balanço relativo ao primeiro trimestre deste ano na noite de segunda e reportou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões, alta de 69% na comparação anual. O resultado, porém, foi impulsionado por ganhos com operações financeiras, que somaram R$ 478 milhões no início deste ano, ante prejuízo de R$ 584 milhões no mesmo intervalo de 2021. 

Hapvida (HAPV3), IRB (IRBR3) e Magalu (MGLU3) lideram quedas

Na direção oposta à do Ibovespa, as maiores baixas do dia ficavam com Hapvida (HAPV3), IRB Brasil (IRBR3) e Magazine Luiza (MGLU3), que publicaram seus balanços financeiros do primeiro trimestre na noite de segunda (16). Na Bolsa, os papéis caíam 15,94%, 6% e 4,72%, respectivamente.

A Hapvida registrou prejuízo líquido de R$ 182 milhões nos três primeiros meses de 2022, revertendo o lucro de R$ 151,8 anotado no mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, o principal fator por trás da piora foi a amortização do valor justo proveniente da combinação de negócios com a NotreDame Intermédica, além de gastos com incentivos de longo prazo e remuneração baseada em ações (SOP).

Em relatório, o Itaú BBA classificou o balanço como negativo, e destacou que o desempenho da base de beneficiários ficou consideravelmente abaixo das expectativas do mercado, o que pode pressionar o restante do ano.

“A base de beneficiários diminuiu em 64 mil vidas no trimestre, significativamente afetada por um aumento nos cancelamentos de contratos provavelmente causado pelo fraco ambiente macro no início do ano e os ajustes em andamento na operação de Belo Horizonte”, argumentou o BBA.

Já o IRB viu seu lucro aumentar 58% no trimestre ante o mesmo período em 2021, mas sua sinistralidade também avançou nos três primeiros meses do ano.

Enquanto o lucro atingiu R$ 80,5 milhões no trimestre, o índice de sinistralidade total alcançou 81%, uma alta de 8,9 pontos percentuais ante o mesmo período do ano anterior.  

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IRB (IRBR3): ações judiciais garantem lucro no 1º trimestre, mas sinistralidade aumenta

Enquanto isso, o Magazine Luiza não resistiu ao aumento de juros que tem ocorrido no Brasil desde o ano passado e viu o seu resultado líquido sair do azul para o vermelho.

No primeiro trimestre, a empresa teve prejuízo de R$ 161,3 milhões, revertendo o lucro de R$ 258,6 milhões que havia registrado no primeiro trimestre de 2021.

De acordo com a companhia, o prejuízo foi consequência principalmente das despesas financeiras, que aumentaram 254,6% na mesma base de comparação, para R$ 558,5 milhões. O aumento, disse a varejista, se deve à alta da taxa Selic, que saiu de 2% ao ano em março do ano passado para 11,75% em março deste ano.

Para a Genial Investimentos, despesas financeiras maiores fizeram o lucro líquido da companhia ficar 23% abaixo do estimado. A instituição ainda recomenda a compra das ações, mas reduziu o preço-alvo de R$ 8 para R$ 6 ao fim de 2022. As ações são negociadas hoje na casa dos R$ 4,00.

Bolsas internacionais

A notícia de que áreas da cidade de Xangai, a maior da China, estão há três dias sem registrar novos casos de Covid-19 e o anúncio do governo local de que até o fim deste mês devem ser encerrados os lockdowns na região animaram os investidores lá fora e fazem com que os principais índices acionários mundiais operem em alta nesta terça-feira desde a abertura.

Nos Estados Unidos, os investidores aguardam ainda o pronunciamento de seis membros do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), incluindo o presidente Jerome Powell, nesta tarde. Enquanto isso em Wall Street, os principais índices subiam em bloco – o Dow Jones subia 0,40%, o S&P 500 valorizava 0,77% e o Nasdaq apontava 0,87% para cima.

Na Europa, os índices também tinham ganhos perto do fechamento, com o DAX, da Alemanha, subindo 1,24% enquanto o FTSE 100, de Londres avançava 0,58%. Já o Euro Stoxx 50, que reúne empresas de todo o Velho Continente, valorizava 1%.

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