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Ibovespa quebra uma sequência de três quedas consecutivas e sobe, à espera de Petrobras (PETR4)

Ibovespa quebra uma sequência de três quedas consecutivas e sobe, à espera de Petrobras (PETR4)

Índice teve avanço de 0,55%, aos 116.781 pontos

Foto de placa com logo da Petrobras e prédio da empresa ao fundo

Foto: Shutterstock

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Depois de três quedas consecutivas, o Ibovespa conseguiu quebrar essa sequência e fechou o pregão desta quarta-feira (13) em alta de 0,55%, aos pontos 116.781 pontos, com volume negociado de R$ 14,44 bilhões, impulsionada principalmente pelas ações ligadas a commodities, enquanto o mercado aguarda o fim da assembleia da Petrobras (PETR4).

O saldo do índice em abril, porém, continua em baixa de 2,68%, enquanto a performance do acumulado do ano é de avanço de 11,41%.

O tom positivo do mercado brasileiro não destoou do exterior. Em Nova York, as bolsas engataram alta depois de certa instabilidade durante a manhã, reflexo dos dados acima do esperado de inflação ao produtor.

Com isso, o S&P 500 teve alta de 1,13%, o Dow Jones subiu 1,01% e o Nasdaq ganhou 2,03%. Na Europa, o índice Euro Stoxx 50 recuou 0,09%.

Fim da novela na Petrobras

Os acionistas da Petrobras (PETR4) estão reunidos nesta tarde para decidir quem serão os novos responsáveis pelo comando da companhia.

O foco dos investidores está em dois nomes, especificamente: José Mauro Coelho e Márcio Weber. Indicados pelo governo federal, maior acionista da estatal, eles concorrem, respectivamente, aos cargos de executivo-chefe e de presidente do conselho de administração da Petrobras.

A expectativa de especialistas é a de que, mesmo com a troca de comando, a companhia mantenha a política de preços atual. O BTG Pactual acredita que, dado o histórico de Coelho e o fato de Weber ser integrante do atual conselho da estatal, os nomes devem ser aprovados sem muita resistência na assembleia de acionistas.

Para o UBS, as indicações reiteram a governança e a independência da Petrobras. Em relatório, o banco destacou ainda que o fato de Weber já ser um membro do conselho significa que ele deve dar continuidade à estratégia que vem sendo adotada na petrolífera. Na presidência, Coelho também não deve trazer interferências na estratégia, considerando seu perfil mais técnico e sua experiência na PPSA.

Diante disso e com a alta do petróleo Brent, que fechou com ganhos de 3,96%, a US$ 108,78, a Petrobras teve alta de 2,13%; a PetroRio (PRIO3), de 2,48%; e a 3R Petroleum (RRRP3), de 1,99%.

Fora do Ibovespa, a Dommo Energia (DMMO3) disparou 28,23% após a notícia de que a Prisma Capital, dona de 51,99% da empresa, decidiu contratar o Santander para ajudar a vender os ativos da petroleira, de acordo com o site Pipeline, do jornal Valor Econômico.

Além das petroleiras, os papéis ligados ao minério de ferro também ajudaram o Ibovespa, com destaque para CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4), que subiram 2,29% e 1,16%, respectivamente.

Ainda no campo positivo, os setores de construção civil e de varejo subiram em bloco nesta quarta-feira. Para Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos, o primeiro é impulsionado pelas recentes prévias operacionais do primeiro trimestre de algumas empresas, enquanto o segundo reflete o resultado positivo das vendas no varejo em fevereiro, que subiram 1,1%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre as construtoras, as maiores altas foram de Cury (CURY3) e Eztec (EZTC3), com ganhos de 2,53% e 0,36%, nesta ordem.

No caso do varejo, o avanço de 1,1% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de janeiro para fevereiro deste ano animou as empresas do segmento. O dado veio bem acima do esperado e o segmento está 1,2% acima do patamar pré-pandemia. No setor, Arezzo (ARZZ3) e C&A (CEAB3) foram os destaques, com ganhos de 2,54% e 2,52%, respectivamente.

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As maiores altas do Ibovespa no fechamento, porém, eram de Ultrapar (UGPA3), que subiu 4,03%; Eletrobras (ELET6), com ganhos de 3,81%; e Cemig (CMIG4), que teve alta de 3,43%. Na direção oposta, as maiores quedas eram de CVC (CVCB3), Energias do Brasil (ENBR3) e Pão de Açúcar (PCAR3), com perdas de 2,81%, 2,53% e 2,32%, respectivamente.

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