Os fundos listados na B3 (ETFs- Exchange-Traded Funds) que seguem índices de ações small caps brasileiras, composto por empresas com menor valor de mercado, e os atrelados a índices de ESG (com foco em empresas que se destacam nos critérios social, de governança e meio ambiente) lideraram os ganhos em agosto, segundo dados da B3.
No mês passado, o Índice Small Cap (SMLL) da Bolsa subiu 10,90%, superando a alta de 6,16% do Ibovespa, em relação ao período anterior.
Entre os fundos atrelados a índices ESG, o destaque foi o ECOO11 (iShares Índice Carbono Eficiente), que segue o Índice Carbono Eficiente (ICO2) da B3. Este indicador, por sua vez, leva em consideração as empresas que buscam maior eficiência para mitigar a emissão de carbono e de gases geradores do efeito estufa. O ECOO11 teve valorização de 7,04% em agosto.
Veja abaixo os ETFs que lideraram os ganhos em agosto na B3
ETFs cripto têm a pior performance em agosto
Já os ETFs atrelados a índices de criptomoedas focadas na tecnologia de finanças descentralizadas (DeFi) tiveram a pior performance do mês. O QDFI11 e o DEFI11 lideraram as perdas, com queda de 23,3% e 17,9% respectivamente.
Apesar da queda das criptomoedas, o ETF HASH11 continua sendo o segundo fundo listado na B3 com maior número de investidores. Em agosto, o total foi de 155.725 cotistas. O HASH11 só ficou atrás do IVVB11, que acompanha o desempenho da bolsa americana e contava 164.222 investidores.
Esse fundo segue o índice Nasdaq Crypto Index (NCI), que possui na carteira seis criptomoedas (Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink), com maior concentração no Bitcoin. O índice registou queda de 13,8% em agosto.
No mês passado, o número de investidores em ETFs na B3 caiu para 628 mil ante 632 mil em julho. Os investidores pessoas físicas eram a maioria e somavam 530 mil cotistas.
Já o patrimônio sob gestão dos ETFs listados na B3 cresceu 5,08% e somou R$ 40,57 bilhões no mês passado.