Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/Alf Ribeiro

A semana de 8 a 13 de fevereiro foi marcada por indicadores relevantes no Brasil e no exterior, com reflexos diretos nos ativos de risco. 

 No cenário doméstico, o IPCA avançou 0,33% em janeiro, repetindo a taxa de dezembro e levemente acima da expectativa do mercado, de 0,32%. No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou para 4,44%, ante 4,26% anteriormente, mantendo o indicador acima do centro da meta e reforçando a cautela do mercado em relação à trajetória dos juros. 

 Nos Estados Unidos, após adiamento provocado pelo shutdown do governo, foi divulgado o relatório de emprego Payroll. A economia abriu 130 mil vagas fora do setor agrícola em janeiro, acima da projeção de 66 mil, segundo o Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego recuou para 4,3%, abaixo da estimativa de 4,4%. O número de desempregados somou 7,4 milhões, acima dos 6,9 milhões registrados um ano antes, quando a taxa era de 4,0%. 

 Também nos EUA, o índice de preços ao consumidor CPI subiu 0,2% em janeiro, abaixo da expectativa de 0,3%, conforme dados do U.S. Bureau of Labor Statistics, reforçando a percepção de desaceleração gradual da inflação. 

 Diante desse pano de fundo, os balanços corporativos ganharam protagonismo na bolsa brasileira. 

Altas 

A Suzano (SUZB3) liderou os ganhos da semana, com valorização de 16,22%. A companhia reportou lucro líquido de R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 6,7 bilhões um ano antes. Apesar da queda no resultado operacional na comparação anual, os números vieram próximos do esperado. A empresa manterá a produção de celulose cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal anual, estratégia voltada à sustentação de preços. 

 O Assaí Atacadista (ASAI3) avançou 12,76% após divulgar lucro líquido de R$ 347 milhões no quarto trimestre, queda de 26,8% na base anual. A receita bruta somou R$ 22,8 bilhões, alta de 3,4%. No acumulado de 2025, as vendas atingiram R$ 84,7 bilhões, avanço de 5,2%. A geração de caixa e a redução da dívida líquida sustentaram o desempenho das ações. 

 A MRV (MRVE3) subiu 9,51%, impulsionada por perspectivas favoráveis para construtoras de baixa renda e expectativa de continuidade de estímulos ao setor habitacional. 

Quedas 

A Raízen (RAIZ4) liderou as perdas, com recuo de 25,00%, renovando mínima histórica desde o IPO. A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões, impactado por baixa contábil de R$ 11,1 bilhões. A dívida líquida avançou para R$ 55,3 bilhões, elevando a alavancagem para 5,2 vezes o Ebitda. 

 A Hapvida (HAPV3) caiu 11,64%, em meio a dúvidas do mercado sobre a natureza dos desafios enfrentados pela empresa, apesar das mudanças na gestão. 

 A Cogna Educação (COGN3) recuou 9,19% após rebaixamento de recomendação pelo Bradesco BBI e redução do preço-alvo. 

 A CSN (CSNA3) perdeu 8,20%, mesmo após anunciar plano de venda de até R$ 18 bilhões em ativos, diante do ceticismo quanto à execução e ao cronograma. 

A semana foi marcada por dados macroeconômicos mistos e forte impacto dos resultados corporativos, evidenciando um mercado seletivo, com investidores reagindo de forma intensa a balanços, revisões de expectativa e questões relacionadas à alavancagem e geração de caixa.

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