Fundos de criptomoedas crescem no Brasil e vão além do Bitcoin; conheça vantagens e riscos desses ativos

Indústria de fundos de criptomoedas cresce no Brasil e vai muito além do Bitcoin; confira

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De grandes gestores, como Ray Dalio, da Bridgewater, e George Soros ao dono da Tesla, Elon Musk, e ao fundador do Twitter, Jack Dorsey, fato é que grandes investidores já têm incorporado as criptomoedas em carteira.

No Brasil, não é diferente. Liderando o retorno dos investimentos em 2021, as moedas digitais têm ganhado cada vez mais espaço nos portfólios dos brasileiros e levado ao surgimento de mais produtos no país.

Hoje, o total investido em fundos de cripetomoedas no Brasil em fundos listados em bolsa (ETFs) ou multimercados já soma R$ 6,5 bilhões. O total de cotistas que investem nesses dois produtos mencionados totaliza 381.803 investidores, de acordo com informações da B3 e levantamento da QR Asset, com base nos dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O motivo de tanto sucesso? A boa performance dos criptoativos, que tem levado os investidores a diversificar mais a carteira em busca de retorno adicional.

Só o Bitcoin, a mais famosa das criptomoedas e de maior valor de mercado, acumula alta de 123,5% no ano em reais, até o dia 15 de novembro, segundo dados do Mercado Bitcoin disponíveis na plataforma do TradeMap.

Desempenho do Bitcoin mostrando alta das criptomoedas

Entenda quais as vantagens de ter fundos de criptomoedas na carteira e como investir nesses ativos.

Diversificação do risco em carteira

As criptomoedas são moedas digitais que usam uma tecnologia que permite a negociação direta entre as partes, sem precisar, por exemplo, de uma instituição financeira para fazer a compensação da transação.

Por serem descorrelacionadas de ativos tradicionais como bolsa e títulos de renda fixa, as criptomoedas têm sido buscadas pelos investidores como uma opção para diversificação da carteira e uma forma de potencializar os retornos do portfólio.

“Colocar até 5% do portfólio em criptomoedas melhora a característica técnica ajustada ao risco da carteira”, afirma Alexandre Ludolf, diretor de investimentos da QR Asset.

Fundos que não são dedicados a criptoativos já começam a alocar um pedaço da carteira em criptomoedas. Na Vitreo, o sócio e CIO George Wachsmann conta ter fundos de fundos e de previdência com uma parcela em criptomoedas.

Alternativa de proteção contra a inflação

Investidores também têm recorrido aos ativos digitais como uma alternativa de proteção contra a alta da inflação.

Recentemente, o preço do Bitcoin atingiu o recorde de US$ 69 mil após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, em novembro, que mostraram avanço de 6,2% da taxa anualizada, a maior alta em 31 anos.

Para alguns investidores, como Bill Miller, que foi investidor-chefe da Legg Mason, o Bitcoin tem potencial para ser o novo “ouro digital”.

Paul Tudor Jones, o bilionário gestor de fundos de hedge, chegou a afirmar neste ano que as criptomoedas estão ganhando a corrida contra o ouro como proteção contra inflação.

O Bitcoin tem um limite de emissão de 21 milhões de unidades. Existem hoje perto de 19 milhões de unidades emitidas. É justamente pela existência finita que Ray Dalio chegou a comparar o Bitcoin com o ouro como reserva de valor.

Opções de investimento muito além do Bitcoin

Apesar de o Bitcoin ser a criptomoeda mais conhecida, existe uma infinidade de criptoativos no mercado, com valor de mercado superior a US$ 2,8 trilhões. Saber quais moedas devem ter melhor performance, contudo, pode não ser uma tarefa fácil para o investidor comum.

Por isso, uma gestão profissional pode ajudar o investidor iniciante a se posicionar nesse mercado.  “Existem muitas criptomoedas, mas apenas de 15 a 20 dessas estão dando certo”, afirma Wachsmann.

Hoje o investidor brasileiro já encontra fundos de criptomoedas que vão além do Bitcoin.

Existem cinco ETFs de criptomoedas listados na B3, que somam R$ 3,5 bilhões de patrimônio e reúnem 167.060 cotistas.

Em abril, a gestora Hashdex lançou o primeiro ETF de criptomoedas no Brasil, o HASH11, que segue o índice Nasdaq Crypto Index (NCI), que possui na carteira seis criptomoedas (Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink).

Desde então, o fundo já é o segundo maior ETF em patrimônio da bolsa brasileira , só atrás do fundo de índice referenciado no S&P 500 ( IVVB11).

ETFs de criptomoedas na B3
Fonte: Sites das gestoras *Até 15 de novembro 
ETF Rentabilidade ano* Índice de referência Taxa de administração 
BITH 11 67,36% Nasdaq Bitcoin Reference Price 0,70%
ETHE11 58,66% Nasdaq Ethereum Reference Price 0,70%
HASH11 25,05%  Nasdaq Crypto Index (NCI) 1,30%
QBTC11 111,37% CME CF Bitcoin Reference Rate 0,75% a.a
QETH11 77,65% CME CF Ether Reference Rate 0,75% a.a

A tributação dos ETFs é de que 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital com a venda da cota na bolsa. Apesar de serem cotados em reais, esses fundos estão sujeitos à influência da variação cambial, uma vez que investem em ativos no exterior.

Novas criptomoedas ganham destaque

Além do Bitcoin, a Hashdex e a QR Asset lançaram ETFs com foco na plataforma Ethereum. Ela tem como moeda o ether, a segunda maior em valor de mercado e vista como uma das que mais vai se beneficiar do avanço de novas tecnologias, como as chamadas finanças descentralizadas, ou Defi (Decentralized Finance).

Os projetos de DeFi são de código aberto e são realizados de usuário para usuário e usados, por exemplo, para operações de empréstimos, investimentos e seguros, sem precisar de uma instituição financeira por trás. Por isso são vistos como uma tecnologia muito promissora nos próximos anos.

Além disso, os chamados tokens não fungíveis, conhecidos como NFTs, usam a rede Ethereum para emitir e armazenar o certificado digital, de forma que eles não possam ser alterados.

Por isso, os NTFs ficaram conhecidos como “cripto-colecionável” e já foram emitidas de obras de arte virtual a moedas de vídeo de enterradas de jogador da NBA, um mercado que totalizava US$ 10,7 bilhões em volume de vendas no terceiro trimestre, de acordo com dados do DappRadar.

Indústria se sofistica

Além dos ETFs, as gestoras têm lançado fundos multimercados dedicados às criptomoedas.

A Hashdex lançou três fundos multimercados com desempenho atrelado ao índice NCI. A diferença entre os produtos está no tamanho da alocação em criptomoedas, que pode variar de 20% a 100% da carteira, de acordo com a classificação do investidor.

A QR Assset tem dois fundos multimercados: um dedicado ao Bitcoin e outra que busca oportunidade de investimentos em criptoativos que usam a rede blockchain.

A gestora ainda tem duas carteiras em parceria com a Vitreo, sendo um fundo de criptomoedas voltado a investidores qualificados, além de uma carteira com foco em aplicações Defi.

A Vitreo já conta com seis carteiras de criptoativos, que somam cerca de R$ 900 milhões de patrimônio.

Além dos fundos com exposição ao Bitcoin e criptomoedas em geral, a gestora ainda lançou dois portfólios dedicados a teses específicas: DeFi e outro de NFT do segmento de jogos virtuais, chamados de Game Coins. “Devemos lançar até o fim do mês um fundo de Smartcoin [ativos ligados a plataformas de contratos inteligentes]”, disse Wachsmann.

Quais os riscos de se investir em criptomoedas

As criptomoedas, assim como uma ação, têm o preço determinando no mercado pela oferta e pela demanda e a volatilidade desses ativos chega a ser cerca de três vezes maior que a do Ibovespa, podendo variar até 70%, afirma Cunha da Hashdex.

Depois de atingir o piso próximo de US$ 30 mil na mínima do dia em 19 de maio, o Bitcoin bateu US$ 69 mil na máxima, em 10 de novembro.

Por isso, é recomendado alocar apenas um pedaço pequeno do portfólio de investimentos nesses ativos. “O tamanho da posição depende do perfil de risco, mas, em geral, algo entre 2% e 5% da carteira faz mais sentido”, afirma João Marco Braga da Cunha, gestor de portfólio da Hashdex

Wachsmann recomenda que o investidor inicie os investimentos com fundos que oferecem uma carteira diversificada de criptomoedas, e depois busque exposição a teses especificas, com uma posição abaixo de 10% a criptoativos na carteira.

É sempre bom lembrar, que esses ativos não são regulados por bancos centrais ou entidades de supervisão de mercado de capitais e questões regulatórias ou a proibição de mineração das moedas em algum país, como aconteceu na China neste ano, podem afetar os preços dos ativos.

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