A alta de 5,5% do Ibovespa um dia após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial foi impulsionada pelos investidores estrangeiros, que registraram aporte de R$ 2,4 bilhões na Bolsa brasileira em 3 de outubro.
Já os investidores pessoas físicas registraram saída líquida de R$ 3,1 bilhões no mercado secundário de ações da B3, enquanto os institucionais, que englobam os fundos de investimentos, fizeram aporte líquido de R$ 218,3 milhões.
O resultado apertado no primeiro turno da eleição entre os dois principais candidatos a presidente, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o avanço dos partidos de centro e centro-direita no Congresso animaram os investidores sinalizando um espaço menor para a adoção de políticas fiscais mais expansionistas.
O resultado eleitoral ajudou a turbinar os ganhos do Ibovespa, que sobe 6% no mês, a quarta melhor performance entre as bolsas no mundo.
Segundo a Rio Bravo Investimentos, passada a incerteza das eleições, investidores estrangeiros podem voltar para o Brasil, mas o cenário externo deve balizar o movimento.
A incerteza sobre o tamanho da alta nos juros nos mercados desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, para trazer a inflação para a meta, e o risco de recessão mundial devem influenciar no fluxo de investimento estrangeiro para mercados emergentes.
Apesar disso, o banco UBS espera que as ações do Brasil tenham desempenho superior ao dos papéis de outros países emergentes nos próximos 12 a 18 meses. As razões para isso são os preços ainda altos das commodities, os múltiplos descontados das ações brasileiras na Bolsa em relação à média histórica e a baixa vulnerabilidade do País à queda na liquidez no mercado global, aponta o banco em relatório.
Em 2022, o índice MSCI Brasil acumula alta de 13,17% , contra queda de 26,19% do índice MSCI de mercados emergentes e desvalorização de 22,73% do índice MSCI de mercados desenvolvidos.