Navegue:
Com ajuda de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), Ibovespa descola do exterior e sobe

Com ajuda de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), Ibovespa descola do exterior e sobe

Por volta das 13h25, o Ibovespa subia 0,50%, aos 106.408 pontos

tabela de ações

Foto: Shutterstock

Por:

Compartilhe:

Por:

Os dados acima do esperado do mercado de trabalho (payroll) nos Estados Unidos pressionam os principais mercados ao redor do mundo, menos o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, que se sustenta em alta com avanço de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4).

Por volta das 13h25, o Ibovespa subia 0,50%, aos 106.408 pontos. A Braskem (BRKM5) figurava entre os maiores avanços e subia 3,38%, num movimento de recuperação aos quatro últimos pregões, onde acumulou uma perda de mais de 7%.

Nesta quinta-feira (4), a empresa divulgou uma nota afirmando que seus resultados nos próximos trimestres serão prejudicados pela decisão do governo de baixar as tarifas de importação aplicadas a alguns produtos vendidos pela companhia.

O governo federal reduziu as alíquotas de três produtos vendidos pela Braskem no Brasil, sob o argumento de que há problemas no mercado brasileiro para a obtenção destes produtos. As alíquotas menores valerão a partir desta sexta-feira (5) por um período de um ano. A avaliação da Braskem é de que isso “impactará negativamente os resultados”.

Na sequência, Marfrig (MRFG3) ganhava 4,66% e depois dela, empresas ligadas ao minério e ao petróleo entre as maiores altas. A PRIO (PRIO3) subia 3,05%, a CSN (CSNA3) ganhava 3,04% e a Gerdau (GGBR4) avançava 2,77%. As empresas sobem na esteira da valorização da commodity no mercado internacional.

Na bolsa de Dalian, na China, o preço da tonelada do minério teve alta de 2,55%, negociado a 723,00 iuanes, o equivalente a US$ 107,12. O petróleo tipo Brent também sobe nesta sexta. No mercado futuro da ICE, o barril era cotado a US$ 96, uma alta de 2% na comparação intradia.

Esse avanço contribui para as altas das empresas de maior peso na Bolsa — Vale e Petrobras. Enquanto a primeira, que negocia cerca de 15% de todos os papéis da Bolsa, subia 1,06%, a segunda via seus papéis preferenciais (PETR4) ganharem 1% e os ordinários (PETR3) 0,80%. Juntas, as ações da petrolífera representam quase 12% das negociações no nosso mercado.

A Lojas Renner (LREN3), por sua vez, subia 2,73% após divulgar o balanço do segundo trimestre ontem. A empresa se beneficiou de um arrefecimento das restrições à mobilidade e o retorno de eventos sociais. Com isso, as vendas crescerem 41% na comparação anual, atingindo R$ 3,17 bilhões, ficando 57% acima do visto nos mesmos três meses de 2019, período anterior à pandemia.

Como resultado, o lucro líquido da companhia avançou 87% na comparação anual, para R$ 360 milhões, superando o patamar pré-pandemia em 56%. “O período apresentou forte desempenho, impulsionado por um inverno antecipado, mais rigoroso, e a necessidade de renovação do guarda-roupa, fruto da retomada dos eventos sociais e maior mobilidade”, afirmou a companhia.

Alpargatas lidera perdas após balanço

Na ponta negativa, Alpargatas (ALPA4) era quem mais recuava, caindo 11,26%. A dona da Havaianas viu o seu lucro líquido consolidado do segundo trimestre cair 47,40% na base anual, para R$ 63,8 milhões. Segundo a companhia, a base de comparação não é recorrente devido à aquisição de 49,9% da Rothy’s, marca americana de calçados e acessórios, anunciada em 2021.

Em uma teleconferência para repercutir os resultados do segundo trimestre de 2022, o CEO da Alpargatas, Roberto Funari, atribuiu a uma série de problemas nas cadeias produtivas internacionais a queda de quase 50% no lucro da empresa no período.

Segundo Funari, os resultados das operações internacionais se mostraram desafiadores. “Parte desses desafios no trimestre ocorreram pelas restrições de mobilidades causadas por novas ondas de Covid-19 na China”, avalia.

Em relatório, Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt, analistas de varejo da XP, avaliaram os resultados da empresa como “mistos”, mas levemente acima das expectativas. “Vimos um sólido aumento de preço e mix de produtos. Além de uma recuperação sequencial de margem, mas com volumes pressionados e efeito cambial negativo nos resultados”.

Depois da Alpargatas, Americanas (AMER3) caía 7,83% e Fleury (FLRY3) perdia 4,66%. A segunda divulgou seu balanço do segundo trimestre na noite de quinta. A empresa de diagnóstico anotou um lucro líquido de R$ 70,5 milhões, 7,6% maior em relação a um ano antes.

As aquisições feitas pelo Fleury somadas a um aumento nas vendas dos serviços prestados pela companhia fizeram com que o lucro do segundo trimestre crescesse, mesmo diante de um forte aumento nas despesas da empresa com operações financeiras.

No segundo trimestre, a empresa teve uma despesa líquida de R$ 86,3 milhões com operações financeiras, valor 2,4 vezes maior que no mesmo período de 2021. A dívida líquida da companhia quase dobrou na mesma comparação, para R$ 2,1 bilhões.

Payroll mexe com mercados internacionais

Lá fora, o movimento é negativo nos principais índices acionários devido à divulgação dos números de emprego nos EUA em julho, o chamado payroll.

O país criou 528 mil vagas em julho, segundo dado divulgado nesta sexta-feira (5) pela secretaria de estatísticas trabalhistas dos EUA (BLS), sendo o dobro do esperado por analistas de mercado, que acreditavam na criação de 250 mil postos de trabalho.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, avaliou o resultado como “surpreendente”. “Temos uma leitura de que o mercado de trabalho continua forte, o que traz uma possibilidade de, na próxima reunião do banco central americano, ocorrer um novo aumento de 0,75 ponto percentual na taxa de juros por lá”.

Em Wall Street, o Dow Jones recuava 0,36%, o índice S&P 500 perdia 0,65% e o Nasdaq apontava em 1,12% para baixo. Na Europa, já perto do fechamento, o FTSE 100 caía 0,03%, o DAX 30 perdia 0,60% e o Euro Stoxx 50 desvalorizava 0,74%.

⇨ Quer proteger seu dinheiro da inflação nos próximos meses e anos? Inscreva-se neste curso gratuito!

Compartilhe:

Compartilhe: