Renner (LREN3): Maior mobilidade e onda de frio antecipada ajudam e lucro sobe 87% no 2º tri

Expectativa é de mais um trimestre de vendas fortes, diz a companhia

Foto: Divulgação

O fim das restrições à mobilidade e o retorno de eventos sociais impulsionaram as vendas da Lojas Renner (LREN3) no segundo trimestre deste ano, que receberam um empurrão adicional das ondas de frio registradas no período e de datas comemorativas, como os dias das mães e dos namorados.

Nesse contexto, as vendas da varejista de moda cresceram 41% em relação ao mesmo intervalo de 2021, para R$ 3,17 bilhões, ficando 57% acima do visto nos mesmos três meses de 2019, período anterior à pandemia.

Como resultado, o lucro líquido da companhia avançou 87% na comparação anual, para R$ 360 milhões, superando o patamar pré-pandemia em 56%.

O número ficou acima das expectativas do mercado, que já antecipava bons resultados. O Itaú BBA projetava um lucro 20% menor, de R$ 300 milhões, enquanto a expectativa da Santander Corretora, de R$ 325 milhões, ficou 11% abaixo do registrado.

“O período apresentou forte desempenho, impulsionado por um inverno antecipado, mais rigoroso, e a necessidade de renovação do guarda-roupa, fruto da retomada dos eventos sociais e maior mobilidade”, afirmou a companhia, no relatório de balanço publicado na noite desta quinta-feira (4).

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também teve forte alta, de 47%, encerrando o período a R$ 702 milhões.

A margem Ebitda ajustada, por sua vez, avançou 1 p.p (ponto percentual), para 22,1%, ajudada pela redução nas promoções de produtos, praticamente compensando as pressões de câmbio e inflação de matérias-primas e frete, segundo a varejista.

Outro destaque, de acordo com a Renner, foram as vendas digitais, que subiram 27% na base anual, atingindo 13% de participação no total de vendas –abaixo dos 15,7% anotados ante igual intervalo de 2021, devido ao aumento do fluxo de clientes em lojas físicas.

A companhia também segue expandindo no varejo físico, com abertura de 16 lojas ao longo do segundo trimestre.

As despesas operacionais tiveram alta de 26,3% na comparação anual, para R$ 1,06 bilhão, mas sua participação sobre a receita líquida apresentou diluição de 3,8 p.p, resultado dos maiores volumes de venda e de ganhos de eficiência da operação omnicanal.

O braço de soluções financeiras da Renner, a Realize, também registrou aumento de receita, de 84,4%, para R$ 420,3 milhões, resultado da estratégia de expansão e rentabilização do segmento de cartões de crédito, segundo a companhia.

O lucro dessa unidade de negócios, no entanto, foi de R$ 11,9 milhões, baixa de 77% na comparação anual, impactado pelo aumento da inadimplência e os consequentes aumentos nos níveis de provisão.

Daqui para frente, a expectativa da companhia é que as vendas sigam fortes – o que já foi observado nos números de julho, diz a Renner.

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