À espera da decisão sobre juros do Federal Reserve (banco central americano) na semana que vem e após más notícias corporativas, os índices futuros americanos estão em queda na manhã desta sexta-feira (16). Da China, há boas notícias, com a produção industrial e as vendas do varejo crescendo mais rápido que o esperado e o desemprego recuando.
Após a divulgação de um índice de inflação ao consumidor americano pior do que o projetado no início da semana, ganhou força a hipótese de uma alta agressiva, de 0,75 ponto percentual, na taxa básica dos EUA, e abriu-se espaço até para apostas de um aumento maior, de 1 ponto.
Metade dos analistas já veem os juros da maior economia do mundo acima de 4,25% no final de 2022, e o receio é que esse nível de aperto provoque uma recessão na atividade americana, cenário que já está sendo visto por algumas empresas.
Ontem, a FedEx rebaixou suas projeções para o ano que haviam sido feitas em junho, e indicou que sua receita está sendo muito menor do que o previsto por causa do fraco desempenho da economia na Ásia e dificuldades no setor de serviços na Europa. As ações da empresa caíram mais de 15% ontem no after market.
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As bolsas asiáticas fecharam em queda, apesar de a China ter informado bons números da sua economia em agosto: um avanço de 4,2% da sua produção industrial, vendas do varejo subindo 5,4% e desemprego urbano caindo a 5,3%. Os investidores ainda estão receosos sobre os impactos de novas restrições à circulação por causa do aumento de casos de Covid no país.
Por volta das 8h10 desta sexta-feira (16), os principais índices futuros americanos estavam no vermelho: o Dow Jones caía 0,64%, o S&P 500 estava em queda de 0,74% e o Nasdaq perdia 0,91%. No mesmo horário, o principal índice europeu, o Euro Stoxx 50, recuava 0,99%.
Sondagem Industrial e Datafolha
Um dia após o Ministério da Economia ter revisado para 2,7% o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2022, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulga, às 10h, sua Sondagem Industrial de agosto.
Ontem, dados do Banco Central mostraram que o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC) avançou em julho mais do que o dobro do projetado por analistas de mercado, reforçando o momento forte para serviços e indicando também um bom desempenho da agropecuária e do setor externo (trocas de bens e serviços do Brasil com outros países).
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Os investidores ainda repercutem a última pesquisa Datafolha para presidente divulgada na noite de ontem. A duas semanas do primeiro turno, os dados mostraram um cenário estável na corrida pelo Palácio do Planalto: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve 45% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu um ponto, com 33%.