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Bolsa brasileira segue alívio externo e sobe quase 2%; BRF (BRFS3) lidera os ganhos

Bolsa brasileira segue alívio externo e sobe quase 2%; BRF (BRFS3) lidera os ganhos

Por volta de 13h15, o Ibovespa operava em alta de 1,81%, aos 107.603 pontos

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Foto: João Tessari/TradeMap

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A Bolsa brasileira acompanha os mercados internacionais e tem um dia positivo nesta sexta-feira (13), impulsionada por ações sensíveis à curva de juros e por papéis que caíram muito nos últimos pregões.

Por volta de 13h15 (de Brasília), o Ibovespa tinha uma alta de 1,81%, operando aos 107.603 pontos. A maior alta do dia ficava por conta de BRF (BRFS3), que subia 12,48%, após chegar a cair mais de 11% após a divulgação de um primeiro trimestre ruim. A companhia teve um prejuízo líquido societário de R$ 1,58 bilhão no período, revertendo o lucro de R$ 22 milhões anotado no mesmo intervalo do ano passado.

Ainda no campo positivo, Banco Inter (BIDI11) subia 11,77%, Yduqs (YDUQ3) tinha alta de 10,85%, reverberando os resultados positivos do primeiro trimestre, e GOL (GOLL4) que tinha valorização de 10,48%.

O banco mineiro anunciou nesta sexta-feira que seus acionistas aprovaram a proposta de reorganização societária e migração das ações da companhia para a Nasdaq, uma das bolsas de Wall Street. Dessa forma, o banco deixará de negociar seus papéis por aqui e passará a ser listado somente por lá.

Relembre:

Banco Inter (BIDI11) cria estrutura para reorganização societária e mudança para a Nasdaq

Já a Yduqs sobe após a divulgação do seu balanço do primeiro trimestre de 2022. A companhia de educação conseguiu elevar a receita e a margem de lucro ao mesmo tempo, um dos principais desafios do setor desde o início da pandemia.

No balanço, a companhia apresentou uma receita líquida de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre, alta de 10,2% em comparação com igual período do ano passado e um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 400 milhões, expansão de 23,4%.

Na avaliação da XP, o resultado só não foi maior por causa do aumento das despesas financeiras, que atingiram R$ 144 milhões no intervalo de janeiro a março, contra R$ 105 milhões em igual período do ano passado — um aumento gerado pelo avanço da taxa básica de juros.

No relatório, a corretora reiterou a sua recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 33,7, potencial de valorização de 122% em relação ao fechamento de quinta.

Além do movimento interno, Armstrong Hashimoto, sócio e operador da mesa de renda variável da Venice Investimentos, vê um ambiente favorável para a Bolsa após a sinalização feita ontem pelo presidente do banco central americano, Jerome Powell, que a instituição não irá acelerar o processo de aperto monetário no país, acalmando agentes do mercado.

“O Brasil acompanha as bolsas americanas com as falas do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) de ontem, dizendo para o mercado que as próximas altas de juros por lá devem vir em cerca de 0,50 ponto e não 0,75. Isso acabou animando o pregão lá e aqui”, comenta Hashimoto.

B3 lidera quedas do pregão

Desde o início da sessão, os papéis da B3 (B3SA3) lideram a ponta negativa do índice, recuando 2,35%. A performance acontece após a divulgação do balanço da instituição, que foi divulgado na noite de quinta-feira (12).

Com um aumento da aversão ao risco nos mercados, uma série de empresas que se preparara para abrir o capital desistiu da oferta ou preferiu o adiamento, o que acabou impactando os resultados. A B3 viu o seu lucro líquido cair 7,2% no primeiro trimestre, em comparação a igual período do ano passado, para R$ 1,2 bilhão.

Além disso, a receita da B3 caiu 4,6% no primeiro trimestre, para R$ 2,5 bilhões, principalmente em razão dos menores volumes e margens no segmento Listado. O Ebitda recorrente da B3 ficou em R$ 1,72 bilhão no primeiro trimestre, queda de 11,5% ante o resultado de um ano antes.

Para Hashimoto, os papéis da companhia subiram bastante na quinta-feira, finalizando o pregão com uma valorização de 5,40%. Segundo ele, essa subida demonstrava uma expectativa com os resultados.

“Apesar de o balanço ter vindo em linha com as expectativas do mercado, alguns pontos de guidance e provisão para os próximos meses desanimaram os investidores”, diz.

Entre as principais quedas, apareciam também Raia Drogasil (RADL3) perdendo 1%, Carrefour (CRFB3) recuando 0,92% e Cogna (COGN3), que apontava baixa de 0,77%.

Bolsas internacionais

Os principais índices acionários do exterior operavam positivamente nesta sexta, recuperando parte das perdas da semana. Ainda assim, os índices americanos S&P 500 e Nasdaq caminham para a sexta semana consecutiva de perdas.

Por lá, os índices subiam com as falas de Powell. No horário acima, o Dow Jones crescia 1,48%, o S&P 500 valorizava 2,40% e Nasdaq tinha alta de 3,72%. O movimento positivo também era visto na Europa, com o DAX e o Euro Stoxx 50 subindo 2,10% enquanto o FTSE 100 valorizava 2,55%.

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