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B3 passa a oferecer empréstimo de ETFs de renda fixa; entenda como funciona

B3 passa a oferecer empréstimo de ETFs de renda fixa; entenda como funciona

Objetivo é ampliar a realização de estratégias, incentivar a negociação do produto e dar maior liquidez para o mercado secundário

ETF - foto de Pixabay

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A partir desta segunda-feira, 22, a B3 passa a oferecer o serviço de empréstimo de cotas de fundos de renda fixa listados em bolsa (ETF).

O objetivo é ampliar e facilitar a realização de estratégias por parte dos investidores, incentivar a negociação do produto e, consequentemente, dar maior liquidez para o mercado secundário desses ativos, segundo informou a Bolsa, em nota.

Os ETFs de renda fixa buscam  refletir as variações e a rentabilidade, antes de taxas e despesas, de índices de renda fixa cujas carteiras teóricas são compostas, majoritariamente, por títulos públicos ou títulos privados.

As cotas do ETF são negociadas na B3 de forma semelhante às ações. Ao adquirir tais cotas, o investidor, indiretamente, passa a deter todos os títulos de renda fixa da carteira teórica do índice de referência, sem ter de comprá-los separadamente no mercado.

Assim como acontece com qualquer outro ativo disponível na B3, a dinâmica do empréstimo conta com o intermédio de uma corretora e dois investidores: o que está interessado em emprestar o produto (doador) e o que está interessado em alugar esse ativo (tomador).

Durante a vigência do contrato, a B3 transfere temporariamente os ativos do investidor doador para o tomador, que deverá pagar ao doador uma remuneração previamente acordada, de acordo com o prazo contratado.

No empréstimo de ativos, a B3 atua como contraparte central da operação, oferecendo mais segurança e estabilidade para as partes interessadas, ao garantir que as transações realizadas sejam honradas.

O aluguel de cotas de ETF de renda fixa pode ser usado para diferentes estratégias de investimento. Por exemplo, quando um investidor acredita que os preços dos ativos que compõem o índice vai cair, ele aluga cotas do ETF e vende os ativos no mercado para recomprá-los depois por um valor menor.

Já para quem aluga, a taxa recebida para o empréstimo é uma remuneração a mais para o investidor.

No último ano, o patrimônio líquido sob gestão desses ETFs cresceu 10%, para aproximadamente R$ 4,7 bilhões, com um volume médio diário de negócios de R$ 8 milhões, segundo a B3.

Atualmente, há sete ETFs de renda fixa disponíveis na B3, sendo o maior deles o IMAB11, que replica a carteira do  índice IMA-B, que reflete o desempenho dos títulos do Tesouro atrelados à inflação (NTN-B). O fundo de índice somava R$ 2,3 bilhões de patrimônio em outubro.

O primeiro ETF de renda fixa foi lançado na B3 em 2018 e, desde então, outras iniciativas foram desenvolvidas para ampliar o alcance do produto. Dentre as ações estão o lançamento do programa de incentivo à emissão de ETFs de renda fixa; a atuação de formador de mercado em todos os ETFs e, desde junho de 2020, a aceitação de cotas de ETF de renda fixa como garantia.

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