Ata do Fed: juros nos EUA podem subir mais cedo ou mais rápido que o previsto

Membros da instituição também discutiram reduzir balanço - o que pode diminuir oferta de dólar no mercado

Jerome Powell ata do Fed
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O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reforçou seu posicionamento em prol de juros mais altos e menos incentivos a economia, com algumas autoridades defendendo inclusive medidas que na prática resultariam na remoção de dólares da economia.

As informações constam na ata da reunião mais recente do Fomc, o comitê de política monetária do Fed, ocorrida em dezembro. Naquele mês, o Fed anunciou a aceleração da redução do programa de compra de ativos – processo conhecido como ‘tapering’-, de US$ 15 bilhões para US$ 30 bilhões, indicando o fim do programa em meados de março. Também sinalizou uma alta mais intensa nos juros em 2022, para 0,9% ao ano. Hoje os juros no país estão perto de zero.

O comunicado do Fomc divulgado em dezembro ainda trouxe uma mudança na avaliação sobre a inflação, retirando do texto a menção à transitoriedade da alta nos preços, o que na leitura do mercado indicou que o Fed pode estar vendo uma inflação mais consistente, provocada não só pelos efeitos dos gargalos gerados com a pandemia, o que justificaria um aumento da taxa de juros para trazer as expectativas de inflação para a meta.

A ata publicada hoje detalhou a discussão das autoridades do Fomc e mostrou que, na opinião do comitê, tanto o mercado de trabalho quanto a inflação dos Estados Unidos – que em novembro atingiu o maior nível desde 1982 – poderiam justificar um aumento dos juros americanos “mais cedo ou num ritmo mais acelerado do que se previa anteriormente”.

Além disso, algumas das autoridades do Fomc ressaltaram que “poderia ser apropriado reduzir o balanço do Federal Reserve relativamente em breve depois que os juros começarem a subir”.

O balanço do Fed inflou nos últimos anos porque a instituição comprou títulos de dívida do governo americano e hipotecários para injetar dinheiro na economia e baratear o crédito. A redução do balanço teria o efeito inverso.

Como o mercado reagiu

Os índices acionários dos Estados Unidos, que já caíam antes da divulgação da ata, acentuaram as perdas – em particular o Nasdaq Composto, que recuava 1,40% e passou a cair 2,03%. Juros mais altos em geral são ruins para as empresas porque aumentam suas despesas financeiras, e tendem a pesar sobre companhias cujo preço das ações reflita a perspectiva de crescimento no longo prazo.

No Brasil, o Ibovespa acentuou ligeiramente a queda, passando de 1,50% para 1,90%, e o dólar passou a subir, saindo de R$ 5,7068 para R$ 5,7268. As taxas dos contratos futuros de DI, que representam a perspectiva do mercado para os juros por aqui, também subiram – a taxa para janeiro de 2023 subiu de 12,02% antes da ata para 12,05% depois da publicação do documento, enquanto a taxa para janeiro de 2027 saiu de 11,10% para 11,21%

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O mercado também elevou levemente a expectativa de alta de juros dos Estados Unidos nos próximos meses, mas ainda espera que o aumento comece em março – a probabilidade, com base nas negociações de contratos futuros de juros do país, aumentou de 67% antes da divulgação da ata para 71% após a publicação do documento. As informações são do CME Group. No começo de dezembro, o mercado financeiro esperava apenas 27,1% da mesma possibilidade.

Por que isso mexe com o mercado?

Quando os juros sobem em países desenvolvidos, em especial na maior economia do mundo, que é a americana, a tendência é que aconteça um fenômeno batizado de “flight to quality” (quando investidores deixam ativos de maior risco, como os de países emergentes como o Brasil, para buscarem papéis considerados mais seguros).

Nesse cenário, nossos juros futuros tendem a subir, e isso tem efeito direto sobre a bolsa, em especial sobre empresas de consumo.

A injeção de liquidez nos mercados foi um dos principais responsáveis pela alta de mais de 20% das bolsas americanas em 2021, e a redução dos estímulos tende a reduzir o apetite dos investidores por ativos de maior risco como ações e investimentos em mercados emergentes, o que gera uma pressão maior para a desvalorização dessas divisas.

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