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Nubank (NUBR33) não escapará da alta na inadimplência, vê BTG Pactual; banco recomenda venda de ação

Nubank (NUBR33) não escapará da alta na inadimplência, vê BTG Pactual; banco recomenda venda de ação

Papel subiu recentemente mesmo com perspectiva de inadimplência maior em empréstimos do setor bancário

Após precificação no topo da faixa indicativa, o Nubank (NUBR33) estreou em alta na Bolsa de Valores de Nova York.

Nubank (NUBR33). Foto: Divulgação

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O aumento na inadimplência em empréstimos concedidos pelos bancos, que veio à tona nos resultados mais recentes de empresas deste setor, deve afetar toda a indústria, inclusive o Nubank (NUBR33), afirmou o BTG Pactual, que passou a recomendar a venda das ações da companhia e reduziu o preço-alvo dos papéis para US$ 8,50, de US$ 10 anteriormente.

“Independentemente de quão bem os empréstimos inadimplentes no cartão de crédito do Nubank tenham se comportado nos últimos anos em comparação ao restante do sistema, os dados indicam que o banco não está imune aos altos e baixos do ciclo de crédito”, disse o BTG Pactual.

“Então, mesmo considerando que o Nubank continue tendo desempenho melhor que o do mercado, e presumindo que a inadimplência no sistema de cartões de crédito se deteriore, parece razoável esperar deterioração também no Nubank.”

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O BTG Pactual destacou que, após a estreia  nas bolsas dos Estados Unidos a US$ 9, a ação do Nubank teve valorização de 32% nos dois primeiros dias de negociação e depois despencou, atingindo um piso de US$ 6,75 em 28 de janeiro.

“Nesta semana, no entanto, justamente quando as preocupações com a qualidade dos ativos realmente aumentaram, as ações do Nubank subiram impressionantes 40%. Como resultado, seu valor de mercado mais uma vez superou o do Itaú e o do Bradesco, atingindo  US$ 47 bilhões”, ressaltou o BTG Pactual.

A instituição destacou que o avanço ocorreu depois de o executivo-chefe do Nubank, David Vélez, afirmar que vê uma chance de reduzir juros para aumentar a competitividade dos produtos oferecidos pela empresa e conquistar participação no mercado, ele também mencionou que a curta duração da carteira de crédito do banco permite uma melhor avaliação dos riscos envolvidos nos empréstimos.

“Como 100% da carteira de empréstimos do Nubank é sem garantias – cartões de crédito e empréstimos pessoais – e a sua base de clientes é mais jovem e com renda menor, parece muito improvável que a empresa não sinta a pressão”, afirmou o BTG Pactual. A instituição acrescentou que o banco digital está mais exposto a um aumento no atraso dos pagamentos do que instituições financeiras mais tradicionais.

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A previsão do BTG Pactual é a de que o Nubank tire o pé do acelerador na concessão de crédito caso perceba que a inadimplência está crescendo mais do que o previsto, porque a empresa já fez isso em ocasiões anteriores – como no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em 2020.

“Não achamos que o Nubank quer crescer a qualquer custo, como interpretaram alguns agentes de mercado pela fala de David Vélez”, disse o BTG Pactual.

Segundo o banco, a desaceleração na concessão de empréstimos prejudicaria quase imediatamente a receita do Nubank, dificultando a manutenção do preço das ações em níveis elevados.

Por volta das 14h20 (de Brasília), as ações do Nubank caíam 5,36%, para US$ 8,21, enquanto os recibos de ações da companhia negociados na Bolsa brasileira (BDRs) recuavam 3,99%, para R$ 8,42.

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