Ranking de investimentos de fevereiro de 2026

Fonte: Shutterstock/ADOKAVAK

Fevereiro de 2026 emergiu como um mês de intensa volatilidade e redefinição para os mercados globais, onde a confluência de dados macroeconômicos e eventos geopolíticos moldou o cenário de investimentos. Em um período crucial de divulgação de balanços corporativos, que diretamente influenciam o desempenho das ações, o humor dos investidores foi testado por anúncios significativos. Nos Estados Unidos, uma decisão histórica da Suprema Corte, proferida em 20 de fevereiro, derrubou as tarifas de importação impostas globalmente pela administração anterior de Donald Trump, em um veredito de seis votos a três que reafirmou os limites da autoridade presidencial. Paralelamente, indicadores econômicos revelaram pressões inflacionárias persistentes: o IPCA brasileiro registrou alta de 0,33% em janeiro, superando ligeiramente as expectativas, enquanto nos EUA, o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) avançou 0,4% em dezembro, também acima do projetado. O mercado de trabalho americano, por sua vez, demonstrou vigor surpreendente com a criação de 130 mil novas vagas em janeiro, superando as 66 mil esperadas, adicionando complexidade às perspectivas de política monetária. 

 
Maiores rendimentos 

Nikkei 225 (+10,37%) 

O Nikkei 225 liderou os ganhos globais em fevereiro, com valorização de 10,37%. Principal indicador da Bolsa de Tóquio, o índice foi impulsionado pelo desempenho de empresas dos setores de tecnologia, semicondutores, indústria, robótica e automotivo, beneficiadas pelo iene depreciado e pelo aumento dos investimentos globais em inovação. Entre os destaques estiveram SoftBank e Mitsubishi UFJ Financial Group, que registraram forte alta no período. O movimento também foi sustentado por reformas de governança corporativa na bolsa japonesa e por expectativas de postura mais acomodatícia do Bank of Japan. 
 
IDIV (+4,38%) 

O Índice Dividendos (IDIV) subiu 4,38% em fevereiro. O desempenho foi puxado por empresas com histórico consistente de distribuição de dividendos, especialmente dos setores de energia e financeiro, em meio à expectativa de queda gradual dos juros. O fluxo de capital estrangeiro reforçou a demanda por papéis considerados mais defensivos dentro da renda variável. 

IBRX 100 (+4,11%) 

O IBrX 100 avançou 4,11% no mês, refletindo a valorização das ações de maior liquidez da B3. A Vale, com peso de 12,99% na carteira, aprovou a incorporação de subsidiárias integrais e esteve entre os papéis mais negociados. Já a Petrobras, com participação de 5,04% em PETR3 e 5,92% em PETR4, assumiu a liderança em valor de mercado na América Latina, estimada em US$ 100,9 bilhões, após agregar US$ 26,3 bilhões desde o fim de 2025 e encerrar o ano com produção recorde próxima de 3 milhões de barris diários. O desempenho do índice também refletiu a melhora no fluxo estrangeiro e a reprecificação de ativos ligados a commodities e ao setor financeiro. 

Ibovespa (+4,09%) 

O Ibovespa avançou 4,09% no período, sustentado pelo ingresso de capital estrangeiro, pela expectativa de continuidade do ciclo de flexibilização monetária e pela divulgação de resultados corporativos acima do esperado em setores relevantes. A valorização de ações de commodities, bancos e empresas ligadas ao consumo contribuiu para o desempenho. O índice também reagiu a dados econômicos domésticos e ao cenário externo, em um ambiente de maior apetite por risco em mercados emergentes. 

MSCI Brasil (+3,78%) 

O MSCI Brasil registrou alta de 3,78%, acompanhando o avanço das principais blue chips brasileiras negociadas no mercado internacional. O desempenho foi influenciado por empresas de grande capitalização, como bancos e companhias de commodities, além da repercussão de balanços trimestrais robustos. O índice também refletiu o aumento da exposição de investidores estrangeiros ao Brasil, diante de valuations considerados atrativos em comparação a outros emergentes. 

 

Menores rendimentos 

Ethereum (-30,59%)

O Ethereum recuou 30,59% em fevereiro, pressionado pelo ambiente de maior aversão ao risco global e pela manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos, o que reduziu o apetite por ativos mais voláteis. Além do cenário macroeconômico, o desempenho também refletiu mudanças na dinâmica da própria rede, com maior uso de soluções de segunda camada, que diminuem a geração de taxas na blockchain principal e reduzem a queima de ETH, afetando a percepção de escassez do token no curto prazo e intensificando o movimento de correção. 

Bitcoin (-23,87%) 

O Bitcoin caiu 23,87%, pressionado por tensões geopolíticas, incertezas regulatórias nos Estados Unidos e fluxo vendedor institucional. Decisões judiciais relacionadas a tarifas comerciais e declarações de autoridades ampliaram a volatilidade no mercado de criptoativos. 

BDRX (-5,06%) 

O BDRX recuou 5,06%, impactado pela valorização do real frente ao dólar e pela oscilação das bolsas norte-americanas. Como o índice reúne recibos de ações estrangeiras negociadas na B3, seu desempenho foi influenciado tanto pelo câmbio quanto pela performance de grandes empresas globais, especialmente do setor de tecnologia. A combinação de dólar mais fraco e ajuste nos preços das ações no exterior reduziu o retorno em moeda local. 

Nasdaq Composite (-3,50%) 

O Nasdaq Composite registrou baixa de 3,50%, pressionado por incertezas sobre a trajetória da política monetária nos Estados Unidos e pela realização de lucros em empresas de tecnologia, após fortes valorizações anteriores. O índice reagiu à divulgação de indicadores econômicos acima do esperado, que reforçaram a percepção de juros elevados por mais tempo, além de preocupações com valuations esticados em grandes companhias do setor. 

Euro (-2,29%) 

O Euro se desvalorizou 2,29% frente ao real em fevereiro. O movimento refletiu a valorização da moeda brasileira, impulsionada pelo ingresso de capital estrangeiro, além de dados mais fracos de sentimento econômico na zona do euro e incertezas sobre a condução futura da política monetária do Banco Central Europeu. 
 
Fevereiro de 2026 foi marcado por forte rotação de ativos nos mercados globais. Enquanto bolsas como Nikkei 225 e Ibovespa avançaram com apoio de fluxo estrangeiro, resultados corporativos e expectativas para juros, os criptoativos sofreram correção relevante em meio à redução do apetite por risco. O ambiente macroeconômico combinou inflação persistente, cautela do Federal Reserve, decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas e oscilações cambiais, fatores que impactaram índices como BDRX, Nasdaq e o euro. O mês evidenciou um investidor mais seletivo, priorizando ativos tradicionais e geradores de renda diante de um cenário ainda incerto. 

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