A produção industrial do Brasil caiu 0,6% em outubro ante setembro. O declínio foi o quinto seguido, na comparação mensal, e mais intenso do que o mercado previa. Na comparação com outubro do ano passado, a produção diminuiu 7,8%. No acumulado no ano a indústria ainda está com a produção 5,7% mais alta que de janeiro a outubro de 2020. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O Itaú Unibanco previa que a produção industrial caísse 0,1% em base mensal e 6,9% em relação a outubro do ano passado. A Genial Investimentos tinha uma estimativa mais otimista – alta de 0,8% e queda de 5,1%, respectivamente.
A principal influência negativa para a queda mensal da produção industrial veio das indústrias extrativas (-8,6%) e produtos alimentícios (-4,2%). Entre os segmentos que tiveram crescimento da produção, o destaque ficou com coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+3,7%), que intensificou o avanço de setembro (+1,0%).
Entre as grandes categorias econômicas, o segmento industrial dos bens de consumo duráveis teve queda de 1,9% em outubro ante setembro. Foi a décima queda seguida. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,2%) e de bens intermediários (-0,9%) também tiveram resultados negativos. O setor de bens de capital apontou a única taxa positiva em outubro de 2021 (+2,0%), eliminando parte da perda de 2,3% acumulada nos meses de agosto e setembro últimos.
Como isso afeta seus investimentos
A leitura mais fraca do que a esperada a respeito da produção industrial de outubro é um sinal de que no início do quarto trimestre a economia continuava numa situação difícil. Isso depois de o Brasil ter entrado em recessão no terceiro trimestre.
A dificuldade em retomar o crescimento aliada aos níveis elevados de inflação pode diminuir a propensão ao consumo e prejudicar as empresas nos próximos meses. Isso pode inibir a valorização das ações.