Indústria brasileira recua 0,7% em setembro, o segundo mês seguido de queda

Resultado negativo atingiu todas as grandes categorias observadas pelo IBGE

Foto: Shutterstock/mariaccfotografia37

A indústria brasileira registrou queda de 0,7% em setembro na comparação com agosto, o segundo mês seguido de retração. No período, a produção industrial acumula perda de 1,4%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (1º).

Os números deixam o setor 2,4% abaixo do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e 18,7% aquém do recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com o mesmo mês de 2021, a indústria subiu 0,4%. Já desde o início do ano, o segmento caiu 1,1%, enquanto em 12 meses o tombo é de 2,3%.  

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis (-1,4%) e bens intermediários (-1,1%) tiveram taxas negativas, com ambas apontando o segundo mês seguido de recuo e acumulando perdas nesse período de 3,3% e 2,7%, respectivamente.

Os setores de bens de capital (-0,5%) e de bens de consumo duráveis (-0,2%) também mostraram redução em setembro.

O IBGE revisou para baixo o desempenho da indústria em agosto – o tombo foi de 0,7%, em vez de 0,6%.

Leia mais:
Indústria cai 0,6% em agosto, com queda concentrada em poucas atividades

Os dados do IBGE também mostram uma queda generalizada no setor, com perda em 21 dos 26 segmentos observados. Essa disseminação nas quedas não ocorria desde janeiro. André Macedo, gerente da pesquisa, destaca que nos últimos quatro meses a produção industrial registrou dados negativos em três.

“Com esses últimos resultados e um perfil bem disseminado de recuo na produção em setembro de 2022, entendemos que houve perda no ritmo da produção nos últimos meses”, afirma.

A queda de setembro foi puxada pela indústria de produtos alimentícios (-2,9%), seguida por metalurgia (-7,6%) e coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,6%).

O setor de metalurgia teve em setembro o maior tombo desde janeiro do ano passado, com retração de quase 10%. “Mas é importante lembrar que esse segmento industrial vem de dois meses com resultados positivos, acumulando 2,4% nesse período. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis acumula redução de 6,9% em dois meses seguidos de perda e foi pressionado, nesse mês, pelos derivados do petróleo e álcool”, explica Macedo.

Compartilhe:

Leia também:

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.