IGP-M aprofunda queda e tem deflação de 0,95% em setembro

Com o resultado, o índice acumula alta de 6,61% no ano e de 8,25% em 12 meses, segundo a FGV/ Ibre

Foto: Shutterstock

Após cair 0,70% em agosto, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) acelerou a queda e recuou ainda mais em setembro, registrando deflação de 0,95% neste mês, segundo dados da FGV/ Ibre divulgados nesta quinta-feira (29). A expectativa de analistas de mercado era de um tombo um pouco menor nos preços, de 0,89%.

Com o resultado, o índice, que é usado no reajuste dos contratos de serviços, acumula alta de 6,61% no ano e de 8,25% em 12 meses, de acordo com o levantamento. O indicador é formado por três índices: o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o INCC (Índice Nacional de Custo de Construção).

“As quedas registradas nos preços de commodities e combustíveis seguem influenciando o resultado do IPA. O preço do minério de ferro caiu 4,81%, ante queda de 5,76% na última apuração. Já os preços do diesel (de -2,97% para -4,82%) e da gasolina (de -8,23% para -9,18%) recuaram ainda mais em setembro”, apontou André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV, em material de divulgação.

Os preços ao produtor acentuaram a queda registrada no mês passado, com deflação de 1,27% em setembro após recuo de 0,71% em agosto.

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No caso dos preços ao consumidor, a queda da inflação perdeu ritmo do mês passado para cá – após cair 1,18% em agosto, recuou 0,08% neste mês. “O setor serviços contribuiu para tal movimento, com destaque para passagem aérea (27,61%), aluguel residencial (1,42%) e plano e seguro de saúde (1,15%)”, apontou Braz.

Já o INCC variou 0,10% em setembro, após subir 0,33% em agosto, com destaque para preços de materiais e equipamentos (0,03% para -0,14%), serviços (0,68% para 0,34%) e mão de obra (0,54% para 0,26%).

Afinal, o que mede o IGP-M?

O IGP-M é usado como indexador em muitos contratos de aluguel, energia elétrica, mensalidades, alguns tipos de seguros e alguns planos de saúde. Ele é formado por três índices de preços:

  • O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) mede a variação de preços dos bens por estágios de processamento (bens finais, bens intermediários e matérias-primas brutas) e por origem (produtos agropecuários e produtos industriais). Responde por 60% do IGP-M.
  • O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que é o termômetro dos preços ao consumidor em oito categorias (alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes, despesas diversas e comunicação). Responde por 30% do IGP-M.
  • INCC (Índice Nacional de Custo de Construção), formado por materiais, equipamentos e serviços e mão de obra. Responde por 10% do IGP-M.

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