Focus is back: mercado já vê taxa taxa básica de juros em 13,25%
Após um mês da greve dos servidores do Banco Central, que foi suspensa na semana passada, o Boletim Focus voltou a ser divulgado nesta terça-feira (26), com as expectativas dos analistas de mercado para inflação, juros, câmbio e atividade econômica.
Com a escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia e aumento dos casos de Covid-19 na China, os dados mostram que os analistas ouvidos pelo BC já esperam um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 7,65% no final do ano, bem acima dos 6,86% esperados há um mês.
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Para 2023, as expectativas são de uma inflação de 5%, bem acima da meta prevista para o ano (de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo). Nesse cenário, as apostas agora são de uma Selic de 13,25% no final do ano – há um mês, a expectativa era de 13%.
As projeções do mercado são especialmente importantes na situação atual, em que o Banco Central avalia o que fazer com a taxa básica de juros, a Selic.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, vem reafirmando que o Copom (Comitê de Política Monetária) deve elevar a taxa Selic (juros básicos da economia) para 12,75% ao ano na próxima reunião, em maio. Apesar disso, ele já sinalizou que ajustes adicionais podem ocorrer.
Os investidores ainda acompanham a divulgação do balanço do primeiro trimestre do Santander, que acontece antes da abertura do mercado, e dados da Sondagem da Construção de abril, que serão divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
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O que é a pesquisa Focus?
O Boletim Focus é uma publicação divulgada todas as segundas-feiras pelo Banco Central às 8h25, contendo um resumo das expectativas de mercado a respeito dos principais indicadores da economia brasileira, como taxa de juros básica, inflação, câmbio e juros.
O relatório apresenta resultados de uma pesquisa feita diariamente com as previsões de bancos, gestoras de recursos e corretoras, entre outros participantes do mercado, e faz parte do arcabouço da política monetária. O objetivo é monitorar a evolução das expectativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicas, dando assim elementos ao Banco Central para decidir sobre a taxa básica da economia, a Selic.
O levantamento foi criado em 1999 como parte da transição brasileira para o regime de metas de inflação, no qual o BC se compromete a atuar para garantir que a variação de preços medida pelo IPCA esteja em linha com um objetivo pré-estabelecido.
Um dos propósitos do BC é exatamente ancorar (ou guiar) as expectativas do mercado financeiro. A razão para isso é que, quanto mais previsíveis forem as condições macroeconômicas de um país, menores tendem a ser as contrapartidas pedidas pelos investidores.






















