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Eleição tem pegado fogo, mas gestores estão menos preocupados com disputa, mostra BofA

Eleição tem pegado fogo, mas gestores estão menos preocupados com disputa, mostra BofA

Pesquisa mostra que a expectativa para o Ibovespa caiu e para o dólar subiu

pessoa aperta botão de confirma em urna eletrônica

Foto: Shutterstock

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Os gestores de fundos de investimentos, embora estejam mais pessimistas com o futuro da Bolsa até o fim do ano, estão menos preocupados com o evento político que costuma mexer bastante com os ativos e que está cada vez mais próximo: a eleição presidencial.

De acordo com pesquisa feita neste mês pelo Bank of America (BofA) com 31 profissionais do mercado na América Latina, que representam US$ 47 bilhões sob gestão, 48% deles estão preocupados com o processo eleitoral, uma proporção menor do que a verificada em pesquisa feita em junho, de 61%.

Nas últimas semanas, o debate eleitoral tem pegado fogo no Brasil, com os dois principais candidatos no centro das discussões: o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará voltar ao poder 12 anos depois de ter concluído o seu segundo mandato.

Na última pesquisa feita pelo Datafolha, divulgada no dia 23 de junho, Lula aparece à frente nas pesquisas com 47% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro vem em seguida com 28%. Em um recorte que considera apenas os votos válidos, Lula teria 53% e venceria no primeiro turno.

Em um eventual segundo turno entre os dois, o petista ganharia com 57%, contra 34% para o presidente.

Fiscal é ponto de atenção

Apesar da menor preocupação com as eleições, os gestores consultados pelo BofA seguem atentos à questão fiscal, em meio a discussões que colocam em xeque a manutenção do chamado teto dos gastos.

Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados estão preocupados com a situação fiscal do Brasil após a eleição e 45% já manifestam preocupação com a questão fiscal no curto prazo.

No entanto, as maiores preocupações dos gestores são externas. Para eles, os principais pontos de atenção para os próximos meses são a evolução dos juros nos Estados Unidos, uma desaceleração da economia americana e a demanda por commodities na China.

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Ibovespa, dólar e juros

Diante desse cenário, os gestores entrevistados estão mais pessimistas com a Bolsa no Brasil. De acordo com o levantamento, dois terços deles esperam que o Ibovespa termine o ano em um patamar de 95 mil a 100 mil pontos. Na pesquisa anterior, de junho, a maioria apontava para um cenário de 110 mil a 130 mil pontos.

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Em relação à dólar, a maioria, ou 74%, espera que a moeda chegue ao fim de dezembro em um intervalo entre R$ 5,11 e R$ 5,70. Na pesquisa de junho, apenas 9% projetavam essa faixa.

Já a Selic, para 61% dos entrevistados, deve terminar 2022 entre 13,5% e 13,75% ao ano.

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