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Com queda de ICMS e de commodities, IGP-M sobe 0,21% em julho, abaixo do esperado

Com queda de ICMS e de commodities, IGP-M sobe 0,21% em julho, abaixo do esperado

Índice, que é usado nos reajustes de contratos de aluguel e outros serviços, acumula alta de 10,08% em 12 meses

colunas de moedas com tamanhos crescentes enfeitadas com cestas de mercado no topo

Foto: Shutterstock

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Com a redução na alíquota do ICMS e a queda nas cotações das commodities no mundo, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) subiu 0,21% em julho, pouco abaixo do esperado pelo mercado, que apostava em um aumento de 0,30% no índice.

O resultado representa uma desaceleração em relação a junho, quando a alta havia sido de 0,59%. No ano, o índice, que é usado nos reajustes de contratos de aluguel e outros serviços, acumula alta de 8,39%; em 12 meses, o aumento é de 10,08%.

“Preços de commodities importantes estão cedendo, refletindo os riscos de um cenário macroeconômico pouco animador”, afirmou o coordenador dos índices de preços da FGV, André Braz, no material de divulgação do IGP-M.

De acordo com ele, há recuos importantes em minério de ferro (de uma queda de 0,32% em junho para recuo de 11,98% no mês passado), milho (de -1,21% para -5%) e soja (de -0,80% para -2,05%).

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“No âmbito do consumidor, a redução do ICMS da energia elétrica [de -0,34% para -3,11%] e da gasolina [de -0,19% para -7,26%] influenciaram destacadamente o resultado do IPC [Índice de Preços ao Consumidor], que registrou queda de 0,28%. Se não fosse a redução do ICMS, o IPC não teria registrado taxa negativa”, destacou Braz.

Afinal, o que mede o IGP-M?

O IGP-M é usado como indexador em muitos contratos de aluguel, energia elétrica, mensalidades, alguns tipos de seguros e alguns planos de saúde. Ele é formado por três índices de preços:

  • O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) mede a variação de preços dos bens por estágios de processamento (bens finais, bens intermediários e matérias-primas brutas) e por origem (produtos agropecuários e produtos industriais). Responde por 60% do IGP-M.
  • O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que é o termômetro dos preços ao consumidor em oito categorias (alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes, despesas diversas e comunicação). Responde por 30% do IGP-M.
  • INCC (Índice Nacional de Custo de Construção), formado por materiais, equipamentos e serviços e mão de obra. Responde por 10% do IGP-M.

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