Bolsas gringas em queda e PEC adiada – veja o que importa hoje

Votação da proposta que define o Orçamento de 2023 foi postergada para a semana que vem

Foto: Shutterstock/Travis Wolfe

Após uma sucessão de decisões de aumento de juros em grandes economias, e na semana de mais um discurso duro do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, os mercados internacionais operam em queda na manhã desta sexta-feira (16). Por aqui, os investidores monitoram o adiamento da PEC da Transição, cuja votação foi adiada para a próxima terça-feira.

Ontem, o BCE (Banco Central Europeu) elevou os juros da zona do euro em 0,50 ponto, a 2% ao ano, e indicou que vai começar a reduzir seu balanço patrimonial em 15 bilhões de euros até o final do segundo trimestre de 2023, como forma de trazer a inflação para a meta.

Leia mais:
BCE tempera alta de juros na Europa com ingrediente novo para conter inflação

O BoE (Banco da Inglaterra) e o Banco Nacional Suíço também elevaram suas taxas em 0,50 ponto para combater a alta de preços, intensificada pela crise energética provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Na última quarta (14), Powell declarou que o Fed pode ser obrigado a levar a taxa americana a um patamar maior no ano que vem.

Nesse cenário, os mercados temem que os bancos centrais podem ser obrigados a contratar uma recessão da economia global.

Por volta das 8h20 desta sexta, os índices futuros americanos operavam em queda: o Dow Jones recuava 1,14%, o S&P 500 caía 1,20% e o Nasdaq perdia 0,87%. O índice europeu Euro Stoxx 50 recuava 1,27%.

PEC adiada

No Brasil, em dia de agenda esvaziada, os mercados monitoram as negociações para a aprovação da PEC da Transição, cuja votação foi adiada para a próxima terça-feira pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A proposta, que prevê R$ 145 bilhões fora do teto de gastos por dois anos, vive um impasse.

De um lado, os parlamentares exigem do governo eleito cargos e verbas como moeda de troca para a aprovação. Do outro, o PT (Partido dos Trabalhadores) estaria insistindo na aprovação da proposta como veio do Senado, sob pena de encontrar outro caminho para garantir espaço no Orçamento de 2023.

No meio disso, o STF (Supremo Tribunal Federal) julga as emendas de relator (o chamado orçamento secreto), com um placar até agora de cinco contra quatro a favor da ilegalidade desse mecanismo.

O julgamento será retomado na próxima segunda. Se o orçamento secreto for considerado inconstitucional, Lira deve insistir para que as emendas sejam incluídas na PEC da Transição.

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.